Presos dois prefeitos do MA envolvidos em agiotagem

Mais um trabalho conjunto entre o Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e a Polícia Civil, realizado na manhã desta terça-feira, 5, resultou nas prisões dos prefeitos de Bacuri, Richard Nixon dos Santos, e Marajá do Sena, Manoel Edvan Oliveira da Costa.

Também foram presos na operação, o ex-prefeito de Marajá do Sena, Perachi de Farias Morais,o agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, e o empresário José Epitácio Muniz Silva, vulgo Cafeteira.

As prisões são resultantes da investigação desencadeada depois da morte do jornalista Décio Sá, em abril de 2012, paraapurar a participação de prefeitos e outros agentes públicos no crime de agiotagem. No total, 42 prefeituras maranhenses estariam envolvidas nas irregularidades.

Durante a operação foram apreendidos em São Luís, Zé Doca e Marajá do Sena cheques, veículos e computadores nas residências e empresas dos envolvidos.

De acordo com o trabalho investigativo, a organização criminosa promovia uma série de irregularidades, como desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes em licitação e falsidade ideológica. Esses crimes foram praticados a partir de 2009.

Na investigação ficou constatado, ainda, que o empresário José Epitácio Muniz Silva era quem dava suporte à quadrilha na organização e montagem de empresas fantasmas que faziam a lavagem dos recursos públicos desviados.

PARCERIA

A parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Maranhão para apurar o envolvimento de prefeitos maranhenses com a agiotagem já havia resultado na prisão, em 31 de abril, da ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Barros, por suspeita de envolvimento com a quadrilha. Na ocasião, foram apreendidos nas residências de Arlene Barros e de familiares seis veículos, entre os quais uma BMW, documentos e cheques.

Considerado o principal operador do esquema, o filho da ex-prefeita de Dom Pedro, Eduardo Barros Costa, conhecido como Imperador, também foi preso. Ele é acusado

de ter montado durante a gestão da mãe (2009 a 2012) 10 empresas laranjas que seriam responsáveis pelo fornecimento de merenda escolar, medicamentos e aluguel de máquinas pesadas e veículos.​

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