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PREMIAÇÃO DESCABIDA


Hospitais sem medicamentos indispensáveis para pacientes graves, como portadores de câncer e de diabetes, sem leitos e sem condições de tratar todos os que necessitam fazer hemodiálises, escolas caindo aos pedaços, com o ano letivo ameaçado de não ser iniciado no tempo certo, funcionalismo com salários congelados, professores trabalhando em condições precárias, são alguns dos problemas do estado e de São Luís que observadores apontam para criticar o governo pelas premiações a militares por cumprir o seu dever de prender armas e os respectivos criminosos que as portam irregularmente. Acrescentando que a população espera é que a polícia que ela paga deva existir para protegê-la e não para alguns serem premiados. As críticas, nesse caso, são consideradas justas.  
O governo anterior, comandado pelos mesmos cidadãos que hoje administram o Maranhão, concedeu reajustes pontuais em 2018 e a classe mais bem aquinhoada foi exatamente a Polícia Militar que faz uma gestão nada extraordinária do que o cumprimento do dever. Professores que inovam contribuindo para boa formação dos seus alunos, diretores de escolas bem intencionados e médicos dedicados e atenciosos não merecem nenhum destaque, nenhuma premiação do governo, embora, nos discursos os políticos priorizam Educação e a Saúde como carro chefe de suas propostas.
Mas, supondo que todos esses setores são prioritários e se o Estado estivesse nadando em dinheiro, com todas as áreas citadas funcionando a contento, sim, os governos do estado e dos municípios poderiam premiar todos aqueles que se superam no exercício de suas funções. O que soa como descabido é premiar membros de uma categoria, enquanto os que dependem de saúde pública de boa qualidade e de uma educação de eficiente fiquem a mercê da atenção desse mesmo governo. Afinal, uma pergunta: O Governo não “É de Todos Nós?” Faltam medicamentos e sobra desatenção nas casas de saúde, lembrem disso. Sobra também, gente sofrendo, esperando a morte chegar por falta de leitos e de remédio.
Apesar da insegurança que persiste no Brasil e em nosso estado, as policiais vêm realizando um bom trabalho, mas isso não justifica a premiação, mas, sim, uma Nota Pública de reconhecimento pelo trabalho executado, de suas obrigações. E apreender armas é um delas.

NO ASSUNTO
Os bairros de São Luís vivem em absoluto abandono, com ruas intransitáveis e esgotos correndo nos meios – fios das ruas. A CAEMA fornece água com deficiência em grande parte deles. O asfalto colocado recentemente desceu enxurrada abaixo, numa prova de que os serviços foram mal executados. É dinheiro público jogado fora.
Nas rodovias estaduais e federais observa-se o mesmo descalabro. Para exemplificar a BR-135 – inclusive trechos da duplicação recentemente inaugurada - onde foram gastos cerca de meio bilhão de reais e a MA-014 também, recuperada no ano passado, se não for tomada providência imediata ficarão intransitáveis. É preciso mais responsabilidade no uso do dinheiro do povo para que o Maranhão e o Brasil se desenvolvam, de verdade, e não apenas nos discursos demagógicos dos políticos.

SINDICATO
O prefeito João Dominici, de São João Batista tentou por fim ao desconto em folha dos professores, em benefício do Sindicato da Classe, mas o presidente da entidade ingressou na Justiça pedindo o cumprimento de uma Lei Municipal que determina o desconto nos salários dos educadores em favor da entidade. O juiz da comarca deferiu e, assim, pelo menos neste mês de fevereiro haverá o desconto. A decisão do prefeito atendeu a um grande número de professores que defendem o princípio da voluntariedade, ou seja, o pagamento da contribuição depende da vontade de cada um. Nada de obrigatoriedade. O prefeito decidirá se recorre da decisão de 1° grau, ou se trabalhará na revogação do dispositivo da Lei Municipal que trata do assunto, tudo para atender os professores que desejam o fim do pagamento através do desconto obrigatório em folha.

PRESTAÇÃO DE CONTAS
Agora, um grupo de professores insatisfeito com a direção do Sindicato, agora está exigindo a Prestação de Contas do dinheiro arrecadado, que, segundo os reclamantes ninguém sabe onde e quando foi aplicado, quanto tem em caixa ou na conta bancária. A exigência da imediata Prestação de Contas parte de educadores descontentes com a atual direção da entidade.

ROCHA FAZ MISTÉRIO
Revelar o nome do senador responsável pela fraude na recente eleição para a Presidência do Senado da República está sendo tratado a sete chaves pelo senador Maranhense Roberto Rocha, corregedor da Casa, que já viu e reviu milhares de fotografias e várias horas de vídeos gravados pelo sistema interno do Senado. O senador promete revelar o nome do fraudador, cuja suspeição recai sobre os últimos que votaram, em breve. O fraudador, uma vez provado o crime, poderá ter o mandato cassado.

A VEZ DE GASTÃO
O ex-sarneysista suplente de deputado federal e presidente do PROS, vai assumir uma cadeira na Câmara Federal. É que o governador Flávio Dino reconduziu Simplício Araujo para a Secretaria de Indústria, Comercio e Energia e convocou o deputado Rubens Júnior (PCdoB) que assumirá a Secretaria de Cidades. O do governador é tentar viabilizar o nome do comunista para ser (possivelmente) mais um nome para disputar a sucessão de Holanda Júnior na Prefeitura da capital.


         

sábado, 16 de fevereiro de 2019
MAL COMEÇO DE GESTÃO NA CÂMARA DE SÃO LUÍS

A administração do ex-presidente Astro de Ogum pagava vereadores e servidores a partir do dia 20 de cada mês (vereadores), aposentados (dia 22) e demais servidores, no máximo a cada dia 25. Na última sexta-feira (25) somente os vereadores haviam recebido seus proventos e não havia previsão para o pagamento dos funcionários provocando preocupação àqueles que têm compromissos a quitar nas datas definidas pelo ex-presidente e não cumprida, agora, na nova gestão.

O repasse da verba do Poder Legislativo é feito, por determinação constitucional dia 20 de cada mês, não havendo, portanto razão óbvia para atrasos no pagamento da folha de pessoal – lembrou na Câmara, no último dia 25, um grupo de servidores.

Sabe-se que hoje a maior preocupação de um gestor para começar bem sua administração é pagar em dia o funcionalismo. Não levando esse princípio básico em conta, a tendência é o natural desgaste, neste caso, do presidente da Casa.

Comentários registrados na Câmara Municipal dão conta de que funcionários nomeados pelo atual presidente em substituição aos antigos, em cargos chaves da administração, como confecção da folha de pagamento, não estariam “entendendo do riscado”, ou seja, se atrapalhando na confecção e fechamento da folha de pagamento. Em sendo assim o certo seria pedir “socorro” a quem entende do assunto.    

sábado, 26 de janeiro de 2019
MENSAGEM DO PREFEITO JOÃO DOMINICI À POPULAÇÃO DE SÃO JOÃO BATISTA-MA
FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

Que a paz, a prosperidade e a solidariedade sejam a busca constante dos Cristãos de boa índole neste Natal e no Ano Novo que se aproxima. A Fé, o Amor e o respeito ao próximo, igualmente, devem estar inseridos nos pensamentos e nas ações de todos nós, para que possamos viver uma vida melhor e abençoada pelo nosso Pai Eterno.

São os Votos sinceros do

Doutor João Cândido Dominici

Prefeito

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
AUMENTO SALARIAL


A crise econômica que o Brasil atravessa tem servido de justificativa para o congelamento dos salários de servidores públicos de todos os níveis. Mas, sabemos que ao longo dos anos a corrupção e a má aplicação dos recursos, contribuíram para a quase falência do país e não os parcos reajustes pontuais que vem sendo dados a algumas categorias dos servidores. O que gerou maior repercussão foi aquele que os próprios ministros do Supremo Tribunal Federal, de mais de 16% deram a eles mesmos e aos demais membros do Poder Judiciário em esferas inferiores e do Ministério Público. Com esse exemplo nada republicano, ao apagar das luzes do ano judiciário, felizmente, o ministro Lewandowski concedeu Liminar mantendo o reajuste salarial para servidores federais, em desacordo a uma Medida Provisória editada pelo presidente Michel Temer adiando para o ano de 2020, o que estava previsto para 2019, muito inferior ao que os ministros aprovaram a eles mesmos (4,5 %).
A medida motivou economistas respeitáveis, porém, insensíveis a criticarem com veemência esse feito que apenas repõe parte da perda que o funcionalismo vem sofrendo nos últimos anos. Afinal, há quase uma década o conjunto dessa importante categoria está com os salários congelados, sob a alegação do fator crise a que foi submetido o país pelos corruptos e aproveitadores do dinheiro público, como empresários desonestos que se aproveitando das facilidades e do comprometimento daqueles que comandam o país, elevam o valor de obras e lucram bilhões de reais, além de comprarem consciências e transformarem o Brasil em absoluto caos, deixando estradas intrafegáveis, cidades alagadas e a população, apesar de empobrecida, pagando a conta.
O Brasil não está em crise porque o número de funcionários cresceu nos últimos anos, decorrente da ampliação da máquina administrativa. Pelo contrário, há espaços para preenchimento de vagas existentes, mas, ao invés de o governo promover concurso público para os cargos efetivos, prefere nomear temporariamente (sem concurso) para se fortalecer politicamente, eleger afilhados e aliados para as casas parlamentares e garantir privilégios e destaque na vida pública. Políticos prometem como nunca e, como sempre, nada cumprem. É um descaramento sem precedente o que se observa na política brasileira conforme registro diário nos órgão de comunicação, apesar da Lava Jato.
A Justiça, partícipe desse processo de “prende e solta”, entra no rol dos poderes que deixam de merecer a confiança de grande parcela da população, cuja maioria sofre por falta, exatamente, de uma justiça célere e comprometida com os reais direitos dos mais necessitados que todos os dias clamam exatamente, por ela: Justiça. 
TOMA LÁ DA CÁ
A parceria entre o prefeito de São Luís e o presidente do IPHAN culminou com o entendimento de inaugurar metade das obras, segundo eles, já concluída, da Rua Grande. Essa inusitada decisão tem uma razão, de acordo com a análise de atentos observadores: depois da posse do novo Governo, com Bolsonaro à frente, o dirigente do Instituto deverá ser substituído, então entregar à população uma obra inconclusa seria a única forma de fixar a imagem dos dois homens públicos na cabeça da população.
E tem mais: Ainda, os observadores analisam que dá notoriedade ao presidente do IPHAN, justificaria uma suposta nomeação dele, futuramente, para um cargo de grande relevância na Prefeitura da capital. Quem duvida da concretização do “toma lá da cá” dessa regra espúria recorrente na política brasileira?   
VOTO ABERTO
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) não quer acatar a decisão do Supremo Tribunal Federal que recomenda que a nova Mesa Diretora do Senado seja eleita no processo de voto aberto. O representante alagoano prefere, como conhecedor profundo da posição e comportamento de grande parte dos colegas, incapazes de reagirem à pressão do Palácio do Planalto, quer impor o voto secreto e ser candidato a presidente da Casa. 
NATAL
Mas, hoje é Natal. Dia do Nascimento de Jesus Cristo que aos 33 anos morreu crucificado para salvar a humanidade. Data em que as famílias se reúnem para louvar e agradecer ao nosso Deus; Pedir perdão pelos pecados cometidos. A Ceia Natalina é indispensável em todos os lares ou em bons restaurantes para os mais aquinhoados. A felicidade reina, nos corações dos cristãos, mas, não esqueçamos, daqueles que clamam por justiça, dos que passam fome, desabrigados e desempregados, sem chance de viver dignamente. O Brasil é um país injusto, onde quase metade da sua população vive abaixo da linha de pobreza, outro segmento é considerado miserável, enquanto pouco mais de um por cento detém a riqueza absoluta, nem sempre adquirida com honestidade.
Enfim, hoje é Natal e aproveitando, nós que ocupamos este espaço todos os domingos comentando e criticando os maus e bons feitos, nesta coluna, desejamos a todos, indistintamente, felicidade, paz e amor na esperança de que o ano de 2019 que se aproxima seja menos desigual e que os brasileiros não testemunhem mais atrocidades, violência e injustiças até aqui presentes no dia a dia das nossas vidas.   
MENSAGEM
O prefeito de São João Batista, engenheiro João Dominici, em nome da sua família, através de mensagem enviada à coluna, deseja ao povo maranhense, especialmente aos amigos e conterrâneos de São João Batista, votos de um Feliz Natal e um próspero e venturoso Ano Novo.  
  “Que a Paz, o Amor e a fraternidade ocupem o lugar do ódio e da incompreensão, neste ano de 2019, que se aproxima e que Deus, na sua bondade abençoe a todos nós”. 

domingo, 23 de dezembro de 2018
Os Bolsonaros e os outros

Por João Batista Azevedo


Vendido como um homem acima de qualquer suspeita, Bolsonaro elegeu-se Presidente do Brasil, mesmo depois de ter uma atuação pífia nas quase três décadas como deputado federal. Sempre integrou o chamado baixo clero e ficou mais conhecido pelos destemperos verbais e pelas muitas confusões em que se meteu do que por qualquer outra atitude louvável. Mesmo assim fora visto como novidade. E deu no que deu.  Eis que agora ele se vê em meio a um redemoinho até então inexplicável e controverso, às vésperas de sua posse. Trata-se do caso em que um ex-assessor de seu filho, o deputado estadual, Flávio Bolsonaro, eleito agora senador pelo Rio de Janeiro, foi identificado pelo Coaf como alguém que movimentou mais de 1 milhão de reais em um ano. Estas relações entre familiares do ex-assessor e os Bolsonaros chega também até o presidente eleito, Jair Bolsonaro, uma vez que uma filha do ex-assessor também esteve lotada nos gabinetes do filho e do pai, inclusive sem a devida comprovação de que realmente dava expediente. A suspeita é de que uma velha prática que ocorre nas casas legislativas também fora praticada pelo clã de quem sempre se disse impecável e estritamente correto, a de empregar funcionários em seus gabinetes e reordenar salários desses servidores, ou seja, o funcionário recebe o salário pago em contracheque e repassar metade para o parlamentar, via algum assessor de confiança. Se nisto não há ilegalidade, no mínimo tem imoralidade e como se vê, Bolsonaro é só mais um, igualzinho a muitos políticos por este país afora.

... e assim caminha o futuro governo

Não só com generais e lunáticos indicados por Olavo de Carvalho caminha o corpo ministerial de Jair Bolsonaro. Chegou a vinte e dois o número de ocupantes anunciados pelo governo de transição, sete a mais que o prometido pelo staff bolsonarista em campanha. Para um presidente que chegou ao poder erguendo bandeira contra a corrupção e o crime, chama atenção que tantos indicados tenham pendências com a Justiça. Ao menos nove dos futuros ministros anunciados até agora são investigados ou réus em ações judiciais. A lista vai do caixa 2 confesso por Onyx Lorenzoni (DEM) ao calote no INSS do desconhecido deputado Marcelo Álvaro (PSL), futuro ministro do Turismo.
Alguns se livraram dos problemas porque os processos caducaram, caso de Marcos Pontes, outros devem ir à julgamento em pleno exercício do poder. Outros fatos que marcam às vésperas da posse de cada um em suas pastas são o que dizem, numa demonstração de que não sabem da missa o terço. São declarações que revelam antes a pessoalidade de cada um, mesmo que o recomendado, daqui pra frente, seja falar a linguagem impessoal do governo.

A agonia da cidade

Não bastasse os dramas de insegurança por toda a cidade, a precária infraestrutura dos bairros, ruas, avenidas e praças que recaem sobre a capenga gestão municipal, é também caótica, agora mais do que nunca, a situação dos hospitais de urgência e emergência da capital, os chamados “Socorrãos”. Falta de tudo por ali.  A situação beira à calamidade pública. Os corredores sempre superlotados chamou até a atenção do sempre atento juiz da Vara de Interesses difusos Dr. Douglas de Melo Martins, que exigiu o imediato esvaziamento dos corredores destas casas de saúde, medida esta até agora não cumprida por parte da Secretaria Municipal de Saúde. O que se nota é que esta situação vem se agravando na proporção em que as Unidades Mistas nos bairros, os postos de saúde e, mais recentemente, as UPAS – estas de responsabilidade do governo do Estado – deixaram de atender como atendiam anteriormente.  Em meio ao descaso e mau gerenciamento da saúde pública está a população que pede socorro. A situação é complexa e urge que as autoridades estaduais e municipais resolvam de forma definitiva esta situação. São Luis precisa de um hospital moderno de urgência e emergência. Tirar esta ideia do papel é urgente. É pra ontem!

No Mercado da Vila Palmeira (I)

Nem sempre a culpa das mazelas de uma cidade é da autoridade competente. Neste caso, é do povo. Mais especificamente dos “peixeiros”, ou vendedores de peixes que atuam na feira da Vila Palmeira. Senão Vejamos. A Feira foi uma das poucas totalmente reformada pela Prefeitura de São Luís. Ganhou cobertura nova, boxes azulejados, piso novo, tudo como manda a lei, permitindo assim a higienização dos produtos comercializados ali. Eis que agora, os vendedores de pescados abandonaram seus boxes e passaram a usar a área destinada a estacionamento para comercialização de peixes e mariscos. A estapafúrdia alegação é de que dentro da feira o movimento de venda é fraco. Ora vejam só! Como resultado desta atitude, começou a fedentina e a sujeira onde agora está sento comercializado o pescado. Esta desrespeitosa atitude não agradou nem aos outros comerciantes da área, nem à população.

No Mercado da Vila Palmeira (II)

Bom seria se a população desse o troco a estes maus comerciantes não comprando seus produtos vendidos e tratados em lugar inadequado. Bom também seria se a autoridade constituída os fizesse voltar aos seus boxes sob pena de perda das concessões. Restabelecer a ordem é fundamental. Afinal contribuir com a saúde pública é dever de todos!


domingo, 16 de dezembro de 2018
DESMONTE NA SAÚDE PÚBLICA

O Governo do Estado fez, através do secretário de Comunicação e Gestão Pública, um balanço positivo da administração do governador Flávio Dino (PCdoB), nos últimos quase quatro anos. Contraditando essa avaliação, os fatos mostram que a Saúde Pública no Estado sofreu verdadeiro desmonte, conforme denúncias de profissionais da área destacando a demissão de médicos, falta de medicamentos de responsabilidade do governo nas unidades hospitalares; aumento significativo de famílias que vivem abaixo da linha de pobreza; corredores de hospitais lotados por falta de vagas: enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ocasionando a morte de muitos pacientes.
Por mais bem intencionado que seja o Governo, nessa área a situação permanece igual à década passada, quando os gestores eram denunciados por não tomar providência no sentido de oferecer tratamento digno aos pacientes do sistema público de saúde. Ademais, com relação à falta de medicamentos especiais que deveriam abastecer os hospitais, indispensáveis no tratamento do câncer, por exemplo, constantemente faltam e interrompem o tratamento de quem sofre com a doença. Falta planejamento da Secretaria de Saúde ou negligência do gestor?
O contingente de famílias que sofrem de fome, também, aumenta a cada ano, fato que atesta a ineficiência dos Programas Sociais do Governo, programas esses que ocuparam grandes espaços na mídia e gastos exorbitantes de milhões de reais aos cofres públicos. 
Por outro lado, existem pacientes que, orientados pelos próprios médicos, recorrem à Justiça para conseguirem medicamentos e leitos nos hospitais de referência, ganham a causa, mas não ganham atenção do governo (municipal ou estadual) simplesmente porque, alegam os gestores, não dispor de recursos para possibilitar tal cumprimento da decisão judicial e tudo fica do mesmo jeito. Decisão da Justiça dizem os sábios, não se discute, mas, se cumpre. Porém, como se todas as autoridades estivessem comprometidas entre si, fica por isso mesmo e a “punição” recai apenas sobre as vítimas dos daqueles que deveriam ser responsáveis pela vida dessas pobres criaturas.
A situação dos chamados “socorrões” responsáveis pelo atendimento médico de urgência é vergonhosa: greves são decretadas, faltam medicamentos por falta de pagamento de fornecedores, gente, muita gente nos corredores em macas ou cadeiras é o retrato triste que se observa nessas unidades hospitalares e, mais uma vez, a Justiça determina que o problema seja solucionado e não é respeitada.
Os processos se amontoam nas Varas pertinentes, a Prefeitura ou o Governo do Estado recorrem e nada mais acontece. O poder executivo dá as cartas e a Justiça estanca as providências que deveriam ser tomadas. Quanto aos necessitados de atendimento digno e humanitário se contentam em esperar a morte chegar. Pergunta-se: O Maranhão tem jeito?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Caldeirão de interesses

Por João Batista Azevedo
(Interino)

Ferve em alta temperatura o caldeirão dos aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro, notadamente com os neófitos eleitos pelo seu partido, o PSL. Para o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP), a responsável pelos desentendimentos na bancada do partido que vieram à tona na última quinta-feira (6) é Joice Hasselmann (PSL-SP), jornalista que se elegeu em outubro como a deputada mais votada da história da Câmara.  Nesta sexta-feira (07), a deputada eleita rebateu o desafeto desde as épocas de campanha eleitoral e o acusou de ser o responsável pela confusão. Sem nenhuma experiência no trato com a política, a deputada quer chamar pra si os holofotes que a tornaram conhecida no jornalismo político e nas redes sociais.
O clima já era notado na primeira reunião dos recém-eleitos parlamentares do PSL.  Joice Hasselmann se apresentou como principal articuladora com as demais legendas, sem ser designada para isto, citou explicitamente que vários parlamentares do próprio partido estariam incomodados com a inacessibilidade de Jair Bolsonaro e do futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e garantiu que estaria neutralizando a situação com a ajuda de Jair Bolsonaro.
A briga ficou mais séria quando o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro também entrou no meio da confusão. Embalada pela expressiva votação que teve, Joice pensa que isso a credencia para assumir a liderança do partido na câmara na frente de deputados já experientes. O angu está formado. 

Magno Malta: o decepcionado 
Considerado o “vice dos sonhos” no início do pré-campanha eleitoral, o senador Magno Malta (PR-ES) ficou de fora do primeiro escalão do presidente eleito, Jair Bolsonaro. O senador pelo Espírito Santo Magno Malta foi figura marcante desde antes da campanha. Defensor ardente da campanha a presidente do Jair Bolsonaro, o até então senador Magno Malta esteve presente nas andanças e foi o responsável por alianças significativas de setores das igrejas evangélicas à candidatura do presidente eleito. Alguns analistas, e o próprio Malta, alegam que este dera mais importância à campanha presidencial do que a sua própria reeleição a senador. Atingido também por denúncias de ter forjado denúncia a uma pessoa de ter cometido crime de pedofilia no Espírito Santo, mas que fora inocentado, o senador viu a sua reeleição escapar-lhe por entre os dedos.
Sobrou então a esperança de que pudesse ser convidado para assumir um Ministério. Resultado: Nem mel, nem cabaça. Perdeu a chance de se tornar vice-presidente da República e também não se reelegeu. O apito final nessa questão foi dado pelo próprio Bolsonaro que disse que o amigo não seria anunciado ministro pois não atendia ao perfil de ministeriável. Mui amigo! 

Vice não manda
Pra não fugir à regra no meio político, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), impôs uma “lei do silêncio” ao seu vice, general Hamilton Mourão. A recomendação é para que o militar adote uma postura mais discreta e deixe que Bolsonaro seja o centro das atenções, sendo o único porta-voz do futuro governo.
Além da trava verbal sugerida, o general da reserva não deverá ter espaço para atuar no governo. “Pelo desenho atual da estrutura, a vice-presidência não terá nenhuma secretaria subordinada ou atribuição predefinida. Após a vitória em segundo turno, chegou-se a especular que Mourão teria um papel de ‘gerente’ do governo, coordenando os ministérios. Porém, a recomendação é que o vice só responda às demandas específicas de Bolsonaro, quando for solicitado”.
Como se vê, as coisas não começam muito bem no governo Bolsonaro. É visível a autofagia e a ciumeira entre os membros do governo em formação. 

Presente de grego
Não caiu muito bem o projeto de lei enviado pelo governo Flávio Dino e que foi aprovado pela Assembleia Legislativa em regime de urgência que aumenta as alíquotas do ICMS no estado. Para muitos foi um presente de grego à população maranhense, principalmente aos que o elegeram para um segundo mandato, de um governo que acabou de ser reeleito ainda em primeiro turno. Esse aumento incidirá notadamente sobre os preços dos combustíveis, dos refrigerantes e cervejas. Os comentários foram os mais negativos possíveis, sobretudo em um Estado que tem as piores estradas, quase ou nenhuma indústria e tem a sua população ativa trabalhando, em grande maioria na informalidade. Ficou mais nebuloso ainda quando, recentemente o governo foi acusado de meter a mão no caixa dos aposentados, o FEPA, gerando uma ameaça de que o governo não teria como honrar compromissos salariais com os aposentados para o ano de 2019. É esperar pra ver.

Confraternizações
Como de regra no mês de dezembro acontecem as muitas confraternizações dos amigos e familiares, das instituições, repartições, ou mesmo dos que costumam dividir as mesas de bares nos finais de semana. São as festas do Natal. Registramos duas confraternizações marcantes ocorridas ontem, sábado. A do Fórum da Baixada Maranhense ocorrida na cidade de Viana e a dos professores de cursinhos pré-vestibulares, que se uniram a partir de um grupo de whatsapp denominado Feras dos Cursinhos, ocorrida na chácara do professor Jorge Passinho. Para o próximo final de semana os amigos da cerveja pretendem se reunir em mais uma confraternização na churrascaria do Roberto, na curva do 90.  A todos, boas e alegres confraternizações!



sábado, 8 de dezembro de 2018
EXCESSO NOS GASTOS DO GOVERNO
O Presidente eleito do Brasil Jair Bolsonaro (PSL) pretende cortar gastos do governo a partir da redução de ministérios. Já o governador Flávio Dino (PCdoB), assinou Decreto que determina a redução de gastos nas secretarias de Estado, mas, sem reduzir o número de pastas. Compreende-se que em ambos os casos há excesso e que cabe a pergunta: Por que essa providência não foi tomada antes?
Bolsonaro vai assumir em janeiro e Dino está à frente do governo estadual há quase quatro anos, tempo suficiente para detectar a necessidade de cortes dos gastos, considerando que a crise econômica no país, com reflexos em outros poderes, apareceu em 2015 como consequências dos desgovernos petistas, responsáveis pela mais virulenta roubalheira registrada no Brasil.
A corrupção é endêmica e jamais será eliminada definitivamente no país, mas poderá ser contida dependendo do braço forte dos governos. Em todas as unidades federativas a presença desse câncer devastou o patrimônio do povo e enriqueceu um grupo seleto de pessoas. Por isso é que apenas um por cento da população é considerada milionária e o restante vive em situação difícil e destes, mais de 50% estão inadimplentes ou vivem na extrema pobreza.
A determinação do governador Flávio Dino, embora tardia, foi acertada, evitando catástrofe nas contas públicas que atingiria por tabela o funcionalismo público que não tem – é bom que se diga – nenhuma culpa com os elevados gastos às vezes desnecessários, detectados nos órgãos públicos. Só se corta excessos onde eles existem.
O futuro governo, como tem afirmado Sergio Moro, novo ministro da Justiça e Segurança Pública, vai endurecer medidas contra a corrupção e o crime organizado, em especial, no Brasil.
Moro é aclamado pela coragem e independência demonstradas desde quando assumiu a Operação Lava Jato, colocando na cadeia políticos corruptos de alta representatividade. O futuro ministro passa muita confiança ao povo brasileiro que hoje acredita em todas as propostas que apresentou e que haverá de cumpri-las.
Em todas as grandes operações ocorridas nos governos do PT, com empresas e sobre as “AJUDAS” aos governos de Cuba e Venezuela, como referências têm a marca da corrupção. São bilhões de reais subtraídos dos cofres públicos que tiveram como destino final o próprio PT, como revelam as em investigações e que continuam sendo postas em prática.

INTERVENÇÃO NECESSÁRIA
As obras de ampliação da Avenida Jerônimo de Albuquerque, no Angelim, que o Governo do Estado está realizando são necessárias e vão contribuir para melhor fluxo do trânsito naquela área. O tempo previsto para a conclusão é de 90 dias, ou seja, final do mês de fevereiro de 2019. Em caso de ocorrência de chuvas torrenciais, a partir de janeiro haverá transtorno e poderá contribuir para o atraso da data de entrega das obras. De qualquer forma foi uma intervenção necessária, considerando que ali sempre foi um dos gargalos presentes no trânsito de São Luís.

CANDIDATO
Candidato à Prefeitura de São João Batista anunciou o lançamento de sua candidatura no início deste mês, mas chamado a atenção pelo “chefe” logo voltou atrás retificando a loucura anunciada. A informação foi publicada no blog local que, também, fez a retificação. Mas nas esquinas da cidade e nas conversas reservadas o neófito político reafirma a sua intenção de disputar o cargo incentivado pelo irmão, que como chefe de poder acha que tudo pode, e suposto candidato continua alimentando a ideia de ser prefeito deste município. Muito difícil, na opinião geral.

SÃO JOÃO BATISTA
Os vereadores do município de São João Batista ou, pelo menos a grande maioria deles, no início do mandato elegeram para presidente Assis Araújo que teve como vice o vereador Junior de Valdez. Agora, da mesma forma como ocorreu no início de 2017 eles buscam entendimento para o lançamento de uma chapa única para a direção do Poder Legislativo. Sem disputa...

E POR FALAR...
E por falar em São João Batista, registra-se que o prefeito João Dominici determinou a recuperação das estradas vicinais que cortam o município, destruídas no ano passado em virtude das fortes chuvas que caíram sobre o Maranhão. Mesmo atingida pela escassez de recursos, Dominici tem se esforçado ao máximo para manter a folha de pagamento dos funcionários em dia. Aliás, o que ele prometeu em campanha está cumprindo.

SÃO BENTO

Quatro vereadores estão disputando a Presidência da Câmara Municipal de São Bento, entre eles o vereador Isaney Dias, filho do ex-prefeito Isaac Dias, feitor das grandes obras que impulsionaram para o progresso o município e que de lá para cá mergulhou de cabeça na triste história da desenfreada corrupção. O vereador e irmão do atual prefeito Luisinho Barros também postulante ao cargo pretendem que os dois poderes (Executivo e Legislativo) fiquem em família. Seria demais!... 

sábado, 24 de novembro de 2018
MUDANDO DE OPINIÃO

Há cerca de dois anos, o Brasil repudiou o afastamento, por decisão da Câmara Federal e, posteriormente, pela maioria dos Senadores, da presidente Dilma Rousseff (PT) e a consequente posse do vice-presidente Michel Temer (MDB) no cobiçado e importante cargo de presidente da República. Enfrentava-se, à época, a maior crise de ordem política, econômica, social e moral. Os oposicionistas do PT e PCdoB, especialmente protestavam da tribuna do Congresso Nacional acusando os defensores da ação que culminou com a troca de poder tentando, de todas as formas, reverterem à situação defendendo a anulação do “golpe” – consumado contra a petista. Temer foi achincalhado, tachado de incompetente, ilegítimo, desonesto, impopular.
Alguns atos, como a liberação do FGTS, PIS e BASEP, colocaram no bolso dos trabalhadores mais de R$ 50 bilhões e a economia brasileira começou a respirar. Mesmo timidamente a taxa do desemprego diminuiu, os investimentos cresceram assim como a confiança dos brasileiros que viram no empreendedorismo a saída para sua sobrevivência. Constata-se, agora, apesar de o rombo nas contas públicas permanecer crescendo, que o governo conseguiu equilibrar e vislumbrar um futuro mais promissor para o país.
A vitória de Jair Bolsonaro (PSL) deixou parte da população e a esquerda em polvorosa. A fama do futuro presidente causava tanto medo como a que se tinha dos comunistas naquela época em que eram acusados de “comer criancinhas”. A acusação contra Bolsonaro, porém, versava sobre o ódio que ele “nutre” contra negros, homossexuais dentre várias outras, como o intuito de transformar a democracia em ditadura de direita.
Com o passar dos dias, no entanto, o futuro presidente demonstra pelas suas declarações e atitudes que respeitará os ditames da nossa Constituição Cidadã, especialmente quanto ao respeito aos direitos humanos. Tem defendido direitos iguais para todos independentemente da cor, raça, religião ou preferência sexual. A guerra que pretende enfrentar visa diretamente à corrupção e o crime organizado, que já vitimaram e continua vitimando a população brasileira e o país.
Esqueceram-se os petistas e comunistas, críticos do Bolsonaro, de que qualquer mudança na forma ou regime de governo não pode ser feita sem a participação do Congresso Nacional; que as instituições estão fortalecidas e solidificadas e que não há clima para um golpe militar a la 1964. Que as decisões de Bolsonaro, sobretudo na escolha de nomes que vão compor o seu Ministério, estejam de acordo com a vontade dele – como afirma – em realizar um governo voltado para os interesses do Brasil. E que se curvem os precipitados julgadores.
A maioria dos fervorosos acusadores de Michel Temer, já admite que ele não seja mais o demônio pintado pelos saudosistas do poder, amigos da candidata derrotada ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff. Mudou de opinião...
Os brasileiros confiam no trabalho do juiz Sergio Moro à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A corrupção e o crime organizado darão lugar à maior credibilidade à classe política e à segurança e tranquilidade da Nação. Abaixo a desonestidade e a violência!

VELHA POLÍTICA
Reclamava-se muito das práticas adotadas pelos governos passados que, por qualquer motivo não via com bons olhos um prefeito do interior, por exemplo, prestigiavam os adversários deste, e passavam a realizar obras públicas, sem considerar a autoridade do administrador local. Empolgados e achando-se “o rei da cocada preta”, o “dono da obra”, geralmente neófito na política, logo procurava um partido político para através deste lançar a sua candidatura à Prefeitura, quando na verdade não teria votos suficientes nem para se eleger vereador...
Acontece que essa “velha política” tão combatida e repudiada no passado, continua em pleno vigor no Brasil, e no nosso Maranhão não é diferente. As pessoas acham que precisam prestar serviço mesmo que não seja da sua alçada ou competência, para adquirir a simpatia popular e se tornar, assim, competitivo na política. Errado, pois somente a confiança da população e o respeito ao cidadão supostamente interessado em ser político poderão levá-lo a alcançar seus objetivos.
Por outro lado, uma obra pública só seria “convertida” em votos se fosse executada levando em conta a viabilidade técnica. Fazer por fazer sem essa observância principal, para depois ser destruída por uma chuva forte, além de ser irresponsabilidade de quem a fez/faz ou autorizou/autoriza, é causar prejuízos aos cofres públicos. E jogar o dinheiro do povo no ralo não é e nem nunca será uma decisão correta de um gestor público. Pensava-se que não se praticava mais isso no mundo de hoje, mas infelizmente continua no interior afora a atender amigos do poder ou subservientes do governo.
Obras eleitoreiras sempre foram recebidas com desconfiança pelas comunidades supostamente beneficiadas e o cidadão comum que se intitula e geralmente o “dono do feito”, pode até levar algum tipo de vantagem, mas eleitoral nunca jamais.

sábado, 17 de novembro de 2018
DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO VOLTAM COM FORÇA TOTAL

São motivo de revolta da sociedade brasileira as denúncias de corrupção envolvendo deputados estaduais do Rio de Janeiro, ex-procurador-geral e o vice-governador de Minas Gerais. Os parlamentares integram o staff criminoso de Sergio Cabral-Pezão, responsável pela falência do estado. Já o vice-governador mineiro foi subordinado à ex-presidenta Dilma Rousseff como ministro da Agricultura de 2013/2014, e recebia propina de Wesley Batista, igualmente preso. O procurador-geral do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, também pertencia ao esquema de Cabral e recebia “mensalinho” de R$ 150 mil. Já a fonte pagadora dos deputados era o Departamento de Trânsito.
Políticos honestos (que são poucos) têm dito que ideologicamente fazem restrições e não se identificam com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), “porém, se ele conseguir acabar com a corrupção e com o crime organizado no país (propostas do futuro ministro da Justiça, Sergio Mouro), pode-se dizer que ele prestou um grande serviço ao país, porque a corrupção influenciou para a instalação da crise econômica e a descrença em todos nós políticos”- disse um deles.
As medidas anunciadas repetidamente pelo próximo presidente, nesse sentido, têm agradado a quase unanimidade da população e, particularmente, os milhões de funcionários públicos em todas as esferas (federal, estadual e municipal), que há mais de cinco anos estão com os seus salários congelados, assim como a tabela do Imposto de Renda não é reajustada.  Os grandes empresários são beneficiados com isenções de impostos, incentivos fiscais e superfaturamento de obras, corrompem os políticos mais influentes e o Brasil quase vai à falência. Todos os envolvidos em escândalos negam participação nessa prática desavergonhada.
Ética para esses corruptos não é princípio, mas simples palavra que deveria ter sido deletada do dicionário. Eles são imorais e não percebem que, com esses atos, dão péssimos exemplos à sociedade e aos próprios filhos, aos quais deveriam pedir perdão.    
    
REAJUSTE DE SALÁRIOS
O reajuste salarial de mais de 16%, aprovado no Supremo Tribunal Federal, sobre os salários dos próprios ministros e, com o chamado efeito cascata, beneficiará aos demais juízes, promotores e servidores do Poder Judiciário, está sendo muito questionado depois que os senadores, por grande maioria, aprovaram a matéria que, para virar Lei depende da sanção do presidente Michel Temer (MDB).
E como dizem alguns analistas, considerando a situação do presidente, envolvido em vários processos na Corte Suprema, dificilmente ele a vetará. Sendo assim, o sacrificado e empobrecido povo brasileiro terá que arcar com mais essa despesa superior a R$ 4 bilhões só em 2019. Isso caracteriza mais uma injustiça com os servidores públicos de outros poderes, para não dizer que se trata de uma medida discriminatória e injusta.

NO MARANHÃO
É verdade que o Sindicato dos Servidores do Maranhão cobrou um reajuste na folha salarial de 12%, e depois da negativa por parte do governo houve recurso ao STF que concedeu o reajuste solicitado, mas desta feita foi o procurador do Estado, em nome do Governo, que ajuizou recurso alegando que a crise econômica que aflige o país e o alto percentual da receita já comprometido com o pagamento do funcionalismo, o impossibilita cumprir a decisão judicial.
As prefeituras, também, sob o mesmo argumento, agem dessa forma. Vereadores de São Luís (minoria, porque a maioria segue a orientação do prefeito) até que cobra providências nesse sentido, mas nem é levada a sério. É que no parlamento quem manda é a maioria! E atenção: o prefeito Edvaldo Holanda Junior já garantiu, publicamente, que não reajustará as tarifas de ônibus este ano, mas lembre-se, 2019 está “bem aí” e o reajuste também!...

QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
O governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito Edvaldo estariam conversando nos bastidores procurando alternativas para abrir vaga, na Assembléia Legislativa, para o “pape” do prefeito de São Luís assumir uma cadeira no legislativo estadual até o carnaval de 2019, quando a atenção da população estará voltada para a festa de Momo. Edvaldo Holanda não conseguiu a reeleição, mas ficou na suplência. Comenta-se que alguns deputados serão convocados para assumir secretarias no Executivo até que a cadeira de Holanda “vague”. É coisa “de filho para pai”.

MELHORANDO ESTRADA
O prefeito João Dominici autorizou o reinício dos serviços de recuperação da estrada Campinas-Olinda dos Aranha, que o último período chuvoso a deixou muito avariada. A Operação Tapa-buracos terá uma segunda etapa que corresponde ao trecho Olinda-Santana que depende de recursos financeiros da Prefeitura. Toda a obra está sendo financiada pelo município e, como não é segredo para ninguém, as verbas e os repasses federais estão em queda. Todas as prefeituras do Brasil passam por situação difícil, algumas enfrentando até falta de condições para pagamento em dia do servidor. A crise afetou todas as unidades da federação, mas São João Batista é uma das poucas que paga em dia seus servidores.


sábado, 10 de novembro de 2018