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Caldeirão de interesses

Por João Batista Azevedo
(Interino)

Ferve em alta temperatura o caldeirão dos aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro, notadamente com os neófitos eleitos pelo seu partido, o PSL. Para o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP), a responsável pelos desentendimentos na bancada do partido que vieram à tona na última quinta-feira (6) é Joice Hasselmann (PSL-SP), jornalista que se elegeu em outubro como a deputada mais votada da história da Câmara.  Nesta sexta-feira (07), a deputada eleita rebateu o desafeto desde as épocas de campanha eleitoral e o acusou de ser o responsável pela confusão. Sem nenhuma experiência no trato com a política, a deputada quer chamar pra si os holofotes que a tornaram conhecida no jornalismo político e nas redes sociais.
O clima já era notado na primeira reunião dos recém-eleitos parlamentares do PSL.  Joice Hasselmann se apresentou como principal articuladora com as demais legendas, sem ser designada para isto, citou explicitamente que vários parlamentares do próprio partido estariam incomodados com a inacessibilidade de Jair Bolsonaro e do futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e garantiu que estaria neutralizando a situação com a ajuda de Jair Bolsonaro.
A briga ficou mais séria quando o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro também entrou no meio da confusão. Embalada pela expressiva votação que teve, Joice pensa que isso a credencia para assumir a liderança do partido na câmara na frente de deputados já experientes. O angu está formado. 

Magno Malta: o decepcionado 
Considerado o “vice dos sonhos” no início do pré-campanha eleitoral, o senador Magno Malta (PR-ES) ficou de fora do primeiro escalão do presidente eleito, Jair Bolsonaro. O senador pelo Espírito Santo Magno Malta foi figura marcante desde antes da campanha. Defensor ardente da campanha a presidente do Jair Bolsonaro, o até então senador Magno Malta esteve presente nas andanças e foi o responsável por alianças significativas de setores das igrejas evangélicas à candidatura do presidente eleito. Alguns analistas, e o próprio Malta, alegam que este dera mais importância à campanha presidencial do que a sua própria reeleição a senador. Atingido também por denúncias de ter forjado denúncia a uma pessoa de ter cometido crime de pedofilia no Espírito Santo, mas que fora inocentado, o senador viu a sua reeleição escapar-lhe por entre os dedos.
Sobrou então a esperança de que pudesse ser convidado para assumir um Ministério. Resultado: Nem mel, nem cabaça. Perdeu a chance de se tornar vice-presidente da República e também não se reelegeu. O apito final nessa questão foi dado pelo próprio Bolsonaro que disse que o amigo não seria anunciado ministro pois não atendia ao perfil de ministeriável. Mui amigo! 

Vice não manda
Pra não fugir à regra no meio político, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), impôs uma “lei do silêncio” ao seu vice, general Hamilton Mourão. A recomendação é para que o militar adote uma postura mais discreta e deixe que Bolsonaro seja o centro das atenções, sendo o único porta-voz do futuro governo.
Além da trava verbal sugerida, o general da reserva não deverá ter espaço para atuar no governo. “Pelo desenho atual da estrutura, a vice-presidência não terá nenhuma secretaria subordinada ou atribuição predefinida. Após a vitória em segundo turno, chegou-se a especular que Mourão teria um papel de ‘gerente’ do governo, coordenando os ministérios. Porém, a recomendação é que o vice só responda às demandas específicas de Bolsonaro, quando for solicitado”.
Como se vê, as coisas não começam muito bem no governo Bolsonaro. É visível a autofagia e a ciumeira entre os membros do governo em formação. 

Presente de grego
Não caiu muito bem o projeto de lei enviado pelo governo Flávio Dino e que foi aprovado pela Assembleia Legislativa em regime de urgência que aumenta as alíquotas do ICMS no estado. Para muitos foi um presente de grego à população maranhense, principalmente aos que o elegeram para um segundo mandato, de um governo que acabou de ser reeleito ainda em primeiro turno. Esse aumento incidirá notadamente sobre os preços dos combustíveis, dos refrigerantes e cervejas. Os comentários foram os mais negativos possíveis, sobretudo em um Estado que tem as piores estradas, quase ou nenhuma indústria e tem a sua população ativa trabalhando, em grande maioria na informalidade. Ficou mais nebuloso ainda quando, recentemente o governo foi acusado de meter a mão no caixa dos aposentados, o FEPA, gerando uma ameaça de que o governo não teria como honrar compromissos salariais com os aposentados para o ano de 2019. É esperar pra ver.

Confraternizações
Como de regra no mês de dezembro acontecem as muitas confraternizações dos amigos e familiares, das instituições, repartições, ou mesmo dos que costumam dividir as mesas de bares nos finais de semana. São as festas do Natal. Registramos duas confraternizações marcantes ocorridas ontem, sábado. A do Fórum da Baixada Maranhense ocorrida na cidade de Viana e a dos professores de cursinhos pré-vestibulares, que se uniram a partir de um grupo de whatsapp denominado Feras dos Cursinhos, ocorrida na chácara do professor Jorge Passinho. Para o próximo final de semana os amigos da cerveja pretendem se reunir em mais uma confraternização na churrascaria do Roberto, na curva do 90.  A todos, boas e alegres confraternizações!



sábado, 8 de dezembro de 2018
EXCESSO NOS GASTOS DO GOVERNO
O Presidente eleito do Brasil Jair Bolsonaro (PSL) pretende cortar gastos do governo a partir da redução de ministérios. Já o governador Flávio Dino (PCdoB), assinou Decreto que determina a redução de gastos nas secretarias de Estado, mas, sem reduzir o número de pastas. Compreende-se que em ambos os casos há excesso e que cabe a pergunta: Por que essa providência não foi tomada antes?
Bolsonaro vai assumir em janeiro e Dino está à frente do governo estadual há quase quatro anos, tempo suficiente para detectar a necessidade de cortes dos gastos, considerando que a crise econômica no país, com reflexos em outros poderes, apareceu em 2015 como consequências dos desgovernos petistas, responsáveis pela mais virulenta roubalheira registrada no Brasil.
A corrupção é endêmica e jamais será eliminada definitivamente no país, mas poderá ser contida dependendo do braço forte dos governos. Em todas as unidades federativas a presença desse câncer devastou o patrimônio do povo e enriqueceu um grupo seleto de pessoas. Por isso é que apenas um por cento da população é considerada milionária e o restante vive em situação difícil e destes, mais de 50% estão inadimplentes ou vivem na extrema pobreza.
A determinação do governador Flávio Dino, embora tardia, foi acertada, evitando catástrofe nas contas públicas que atingiria por tabela o funcionalismo público que não tem – é bom que se diga – nenhuma culpa com os elevados gastos às vezes desnecessários, detectados nos órgãos públicos. Só se corta excessos onde eles existem.
O futuro governo, como tem afirmado Sergio Moro, novo ministro da Justiça e Segurança Pública, vai endurecer medidas contra a corrupção e o crime organizado, em especial, no Brasil.
Moro é aclamado pela coragem e independência demonstradas desde quando assumiu a Operação Lava Jato, colocando na cadeia políticos corruptos de alta representatividade. O futuro ministro passa muita confiança ao povo brasileiro que hoje acredita em todas as propostas que apresentou e que haverá de cumpri-las.
Em todas as grandes operações ocorridas nos governos do PT, com empresas e sobre as “AJUDAS” aos governos de Cuba e Venezuela, como referências têm a marca da corrupção. São bilhões de reais subtraídos dos cofres públicos que tiveram como destino final o próprio PT, como revelam as em investigações e que continuam sendo postas em prática.

INTERVENÇÃO NECESSÁRIA
As obras de ampliação da Avenida Jerônimo de Albuquerque, no Angelim, que o Governo do Estado está realizando são necessárias e vão contribuir para melhor fluxo do trânsito naquela área. O tempo previsto para a conclusão é de 90 dias, ou seja, final do mês de fevereiro de 2019. Em caso de ocorrência de chuvas torrenciais, a partir de janeiro haverá transtorno e poderá contribuir para o atraso da data de entrega das obras. De qualquer forma foi uma intervenção necessária, considerando que ali sempre foi um dos gargalos presentes no trânsito de São Luís.

CANDIDATO
Candidato à Prefeitura de São João Batista anunciou o lançamento de sua candidatura no início deste mês, mas chamado a atenção pelo “chefe” logo voltou atrás retificando a loucura anunciada. A informação foi publicada no blog local que, também, fez a retificação. Mas nas esquinas da cidade e nas conversas reservadas o neófito político reafirma a sua intenção de disputar o cargo incentivado pelo irmão, que como chefe de poder acha que tudo pode, e suposto candidato continua alimentando a ideia de ser prefeito deste município. Muito difícil, na opinião geral.

SÃO JOÃO BATISTA
Os vereadores do município de São João Batista ou, pelo menos a grande maioria deles, no início do mandato elegeram para presidente Assis Araújo que teve como vice o vereador Junior de Valdez. Agora, da mesma forma como ocorreu no início de 2017 eles buscam entendimento para o lançamento de uma chapa única para a direção do Poder Legislativo. Sem disputa...

E POR FALAR...
E por falar em São João Batista, registra-se que o prefeito João Dominici determinou a recuperação das estradas vicinais que cortam o município, destruídas no ano passado em virtude das fortes chuvas que caíram sobre o Maranhão. Mesmo atingida pela escassez de recursos, Dominici tem se esforçado ao máximo para manter a folha de pagamento dos funcionários em dia. Aliás, o que ele prometeu em campanha está cumprindo.

SÃO BENTO

Quatro vereadores estão disputando a Presidência da Câmara Municipal de São Bento, entre eles o vereador Isaney Dias, filho do ex-prefeito Isaac Dias, feitor das grandes obras que impulsionaram para o progresso o município e que de lá para cá mergulhou de cabeça na triste história da desenfreada corrupção. O vereador e irmão do atual prefeito Luisinho Barros também postulante ao cargo pretendem que os dois poderes (Executivo e Legislativo) fiquem em família. Seria demais!... 

sábado, 24 de novembro de 2018
MUDANDO DE OPINIÃO

Há cerca de dois anos, o Brasil repudiou o afastamento, por decisão da Câmara Federal e, posteriormente, pela maioria dos Senadores, da presidente Dilma Rousseff (PT) e a consequente posse do vice-presidente Michel Temer (MDB) no cobiçado e importante cargo de presidente da República. Enfrentava-se, à época, a maior crise de ordem política, econômica, social e moral. Os oposicionistas do PT e PCdoB, especialmente protestavam da tribuna do Congresso Nacional acusando os defensores da ação que culminou com a troca de poder tentando, de todas as formas, reverterem à situação defendendo a anulação do “golpe” – consumado contra a petista. Temer foi achincalhado, tachado de incompetente, ilegítimo, desonesto, impopular.
Alguns atos, como a liberação do FGTS, PIS e BASEP, colocaram no bolso dos trabalhadores mais de R$ 50 bilhões e a economia brasileira começou a respirar. Mesmo timidamente a taxa do desemprego diminuiu, os investimentos cresceram assim como a confiança dos brasileiros que viram no empreendedorismo a saída para sua sobrevivência. Constata-se, agora, apesar de o rombo nas contas públicas permanecer crescendo, que o governo conseguiu equilibrar e vislumbrar um futuro mais promissor para o país.
A vitória de Jair Bolsonaro (PSL) deixou parte da população e a esquerda em polvorosa. A fama do futuro presidente causava tanto medo como a que se tinha dos comunistas naquela época em que eram acusados de “comer criancinhas”. A acusação contra Bolsonaro, porém, versava sobre o ódio que ele “nutre” contra negros, homossexuais dentre várias outras, como o intuito de transformar a democracia em ditadura de direita.
Com o passar dos dias, no entanto, o futuro presidente demonstra pelas suas declarações e atitudes que respeitará os ditames da nossa Constituição Cidadã, especialmente quanto ao respeito aos direitos humanos. Tem defendido direitos iguais para todos independentemente da cor, raça, religião ou preferência sexual. A guerra que pretende enfrentar visa diretamente à corrupção e o crime organizado, que já vitimaram e continua vitimando a população brasileira e o país.
Esqueceram-se os petistas e comunistas, críticos do Bolsonaro, de que qualquer mudança na forma ou regime de governo não pode ser feita sem a participação do Congresso Nacional; que as instituições estão fortalecidas e solidificadas e que não há clima para um golpe militar a la 1964. Que as decisões de Bolsonaro, sobretudo na escolha de nomes que vão compor o seu Ministério, estejam de acordo com a vontade dele – como afirma – em realizar um governo voltado para os interesses do Brasil. E que se curvem os precipitados julgadores.
A maioria dos fervorosos acusadores de Michel Temer, já admite que ele não seja mais o demônio pintado pelos saudosistas do poder, amigos da candidata derrotada ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff. Mudou de opinião...
Os brasileiros confiam no trabalho do juiz Sergio Moro à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A corrupção e o crime organizado darão lugar à maior credibilidade à classe política e à segurança e tranquilidade da Nação. Abaixo a desonestidade e a violência!

VELHA POLÍTICA
Reclamava-se muito das práticas adotadas pelos governos passados que, por qualquer motivo não via com bons olhos um prefeito do interior, por exemplo, prestigiavam os adversários deste, e passavam a realizar obras públicas, sem considerar a autoridade do administrador local. Empolgados e achando-se “o rei da cocada preta”, o “dono da obra”, geralmente neófito na política, logo procurava um partido político para através deste lançar a sua candidatura à Prefeitura, quando na verdade não teria votos suficientes nem para se eleger vereador...
Acontece que essa “velha política” tão combatida e repudiada no passado, continua em pleno vigor no Brasil, e no nosso Maranhão não é diferente. As pessoas acham que precisam prestar serviço mesmo que não seja da sua alçada ou competência, para adquirir a simpatia popular e se tornar, assim, competitivo na política. Errado, pois somente a confiança da população e o respeito ao cidadão supostamente interessado em ser político poderão levá-lo a alcançar seus objetivos.
Por outro lado, uma obra pública só seria “convertida” em votos se fosse executada levando em conta a viabilidade técnica. Fazer por fazer sem essa observância principal, para depois ser destruída por uma chuva forte, além de ser irresponsabilidade de quem a fez/faz ou autorizou/autoriza, é causar prejuízos aos cofres públicos. E jogar o dinheiro do povo no ralo não é e nem nunca será uma decisão correta de um gestor público. Pensava-se que não se praticava mais isso no mundo de hoje, mas infelizmente continua no interior afora a atender amigos do poder ou subservientes do governo.
Obras eleitoreiras sempre foram recebidas com desconfiança pelas comunidades supostamente beneficiadas e o cidadão comum que se intitula e geralmente o “dono do feito”, pode até levar algum tipo de vantagem, mas eleitoral nunca jamais.

sábado, 17 de novembro de 2018
DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO VOLTAM COM FORÇA TOTAL

São motivo de revolta da sociedade brasileira as denúncias de corrupção envolvendo deputados estaduais do Rio de Janeiro, ex-procurador-geral e o vice-governador de Minas Gerais. Os parlamentares integram o staff criminoso de Sergio Cabral-Pezão, responsável pela falência do estado. Já o vice-governador mineiro foi subordinado à ex-presidenta Dilma Rousseff como ministro da Agricultura de 2013/2014, e recebia propina de Wesley Batista, igualmente preso. O procurador-geral do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, também pertencia ao esquema de Cabral e recebia “mensalinho” de R$ 150 mil. Já a fonte pagadora dos deputados era o Departamento de Trânsito.
Políticos honestos (que são poucos) têm dito que ideologicamente fazem restrições e não se identificam com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), “porém, se ele conseguir acabar com a corrupção e com o crime organizado no país (propostas do futuro ministro da Justiça, Sergio Mouro), pode-se dizer que ele prestou um grande serviço ao país, porque a corrupção influenciou para a instalação da crise econômica e a descrença em todos nós políticos”- disse um deles.
As medidas anunciadas repetidamente pelo próximo presidente, nesse sentido, têm agradado a quase unanimidade da população e, particularmente, os milhões de funcionários públicos em todas as esferas (federal, estadual e municipal), que há mais de cinco anos estão com os seus salários congelados, assim como a tabela do Imposto de Renda não é reajustada.  Os grandes empresários são beneficiados com isenções de impostos, incentivos fiscais e superfaturamento de obras, corrompem os políticos mais influentes e o Brasil quase vai à falência. Todos os envolvidos em escândalos negam participação nessa prática desavergonhada.
Ética para esses corruptos não é princípio, mas simples palavra que deveria ter sido deletada do dicionário. Eles são imorais e não percebem que, com esses atos, dão péssimos exemplos à sociedade e aos próprios filhos, aos quais deveriam pedir perdão.    
    
REAJUSTE DE SALÁRIOS
O reajuste salarial de mais de 16%, aprovado no Supremo Tribunal Federal, sobre os salários dos próprios ministros e, com o chamado efeito cascata, beneficiará aos demais juízes, promotores e servidores do Poder Judiciário, está sendo muito questionado depois que os senadores, por grande maioria, aprovaram a matéria que, para virar Lei depende da sanção do presidente Michel Temer (MDB).
E como dizem alguns analistas, considerando a situação do presidente, envolvido em vários processos na Corte Suprema, dificilmente ele a vetará. Sendo assim, o sacrificado e empobrecido povo brasileiro terá que arcar com mais essa despesa superior a R$ 4 bilhões só em 2019. Isso caracteriza mais uma injustiça com os servidores públicos de outros poderes, para não dizer que se trata de uma medida discriminatória e injusta.

NO MARANHÃO
É verdade que o Sindicato dos Servidores do Maranhão cobrou um reajuste na folha salarial de 12%, e depois da negativa por parte do governo houve recurso ao STF que concedeu o reajuste solicitado, mas desta feita foi o procurador do Estado, em nome do Governo, que ajuizou recurso alegando que a crise econômica que aflige o país e o alto percentual da receita já comprometido com o pagamento do funcionalismo, o impossibilita cumprir a decisão judicial.
As prefeituras, também, sob o mesmo argumento, agem dessa forma. Vereadores de São Luís (minoria, porque a maioria segue a orientação do prefeito) até que cobra providências nesse sentido, mas nem é levada a sério. É que no parlamento quem manda é a maioria! E atenção: o prefeito Edvaldo Holanda Junior já garantiu, publicamente, que não reajustará as tarifas de ônibus este ano, mas lembre-se, 2019 está “bem aí” e o reajuste também!...

QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
O governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito Edvaldo estariam conversando nos bastidores procurando alternativas para abrir vaga, na Assembléia Legislativa, para o “pape” do prefeito de São Luís assumir uma cadeira no legislativo estadual até o carnaval de 2019, quando a atenção da população estará voltada para a festa de Momo. Edvaldo Holanda não conseguiu a reeleição, mas ficou na suplência. Comenta-se que alguns deputados serão convocados para assumir secretarias no Executivo até que a cadeira de Holanda “vague”. É coisa “de filho para pai”.

MELHORANDO ESTRADA
O prefeito João Dominici autorizou o reinício dos serviços de recuperação da estrada Campinas-Olinda dos Aranha, que o último período chuvoso a deixou muito avariada. A Operação Tapa-buracos terá uma segunda etapa que corresponde ao trecho Olinda-Santana que depende de recursos financeiros da Prefeitura. Toda a obra está sendo financiada pelo município e, como não é segredo para ninguém, as verbas e os repasses federais estão em queda. Todas as prefeituras do Brasil passam por situação difícil, algumas enfrentando até falta de condições para pagamento em dia do servidor. A crise afetou todas as unidades da federação, mas São João Batista é uma das poucas que paga em dia seus servidores.


sábado, 10 de novembro de 2018
NO CAMINHO CERTO

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) surpreende ao colocar no Ministério da Justiça e Segurança Pública o conceituado e respeitado, juiz Sergio Moro, com a recomendação de continuar, como prioridade do seu governo, o combate à corrupção e ao crime organizado. O PT, PCdoB e Psol aproveitam a decisão de Moro ao aceitar o convite para colocar nele a pecha de político que agiu na Operação Lava Jato, com o propósito de, no futuro governo, ser convidado e aceitar se transferir para o Poder Executivo; que trabalhou como político e não como juiz, esse desfeche para a sua vida.  Ao saber da reação dos petistas, Bolsonaro ironizou: “Se o PT criticou estou no caminho certo”.
Mas quantos membros da magistratura já fizeram isso e nem por isso foram acusados, inclusive integrantes dessas legendas? Quer dizer que eles podem, outros não? Na verdade o desespero do PT, particularmente, é porque “o pau vai cantar” contra a corrupção e o crime organizado no Brasil, e os brasileiros estão felizes porque não agüentam mais tamanha impunidade que ainda persiste, apesar das ações da Lava a Jato.
Como eleitor, considerei e comentei neste espaço que Haddad e Bolsonaro foram as duas piores opções para o segundo turno das eleições de outubro de 2018. Não votei em nenhum, mas, diante da revolta dos derrotados com a escolha de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, entendi que a pauta do PT era deixar tudo como esta e, se possível, colocar Luis Lula da Silva em liberdade e apto a voltar à vida pública. Bom pra eles, mas, péssimo para a Nação.
Como jornalista, sinto-me com o direito de exercer a liberdade para expressar a minha aprovação à lúcida escolha, baseado no sentimento da maioria dos mais respeitáveis segmentos das classes política, judiciária, empresarial e da sociedade em geral, que aprovaram essa indicação, e, muito mais, ao juiz Mouro por ter aceitado o grande desafio de colocar de volta a esperança de que o crime não mais terá lugar de destaque no Brasil e que será combatido de acordo com as leis vigentes, respeitando os ditames da Constituição Cidadã.
Não devemos esquecer que foram dezenas de bilhões de dólares roubados da Petrobrás e de outras instituições brasileiras, culminando com a grave crise econômica, política e moral que aflige ainda hoje o nosso país que felizmente, mesmo de forma tímida começa a mostrar crescimento na nossa economia e no emprego e renda dos brasileiros. No entendimento de renovados analistas e observadores o futuro presidente indica que fará um governo voltado para os interesses do Brasil sem considerar posição ideológica – como garante Bolsonaro.
A fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente é rechaçada pela totalidade dos segmentos ligados direta ou indiretamente ao tema e o presidente já admite rever a sua posição o que não deixa de ser uma atitude democrática.   
Esperar para vê o que vai acontecer a partir da posse do novo governo e as medidas que encaminhará à apreciação da Câmara e do Senado, a atitude mais prudente que a Oposição deveria tomar. Precipitação não é sinônimo de coerência, senhores!

AGENDA DE BOLSONARO

A partir de terça-feira (6) o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) estará em Brasília para cumprir agenda que inclui encontros com o presidente Michel Temer (PMDB), presidente do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades. Com Temer Bolsonaro tratará, na oportunidade, do fechamento de detalhes sobre a equipe de transição e instalação dela para que sejam iniciados os trabalhos pertinentes. O novo presidente vai acompanhado dos principais assessores, como o futuro ministro – chefe da Casa Civil.
Tudo indica que o futuro governo está disposto a dialogar com todas as autoridades e debater democraticamente os problemas nacionais, buscando soluções racionais e eficazes para por fim a essa situação de caos que existe hoje no Brasil e transmitir sentimento de confiança no país. Os investidores reagiram positivamente à escolha do juiz Sergio Moro para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, tanto que no dia do anúncio a Bolsa de Valores subiu e o dólar caiu: “Um bom sinal” – dizem renomados economistas ouvidos pela imprensa.
O diálogo e o respeito à Constituição deverão nortear o novo governo e isso é salutar. As medidas anunciadas, a determinação de combater a corrupção e o crime organizado agrada a maioria da população brasileira e reflete positivamente no exterior onde existem, no setor empresarial, interessados em investir no Brasil.
Por não ser economista, o colunista não se arriscaria em aprofundar esse tema, mas, ao ouvir os analistas e especialistas da área, sugere que a Oposição se mantenha atenta, sem precipitar posições radicais contra um governo que nem tomou posse, mas que, pelas ações anunciadas, indica que pretende caminhar no rumo certo.   
Embora não tendo votado nele entendo, hoje, entender ser previsível um futuro, uma vez concretizadas as promessas e propostas anunciadas, muito melhor para todos. Que assim seja!
À Oposição cabe a importante missão de fiscalizar e denunciar quaisquer irregularidades ou atitudes autoritárias ou antidemocráticas, mas, “deixa o homem assumir!”...  

sábado, 3 de novembro de 2018
Eleições 2018: SOBRARAM OS PIORES

A campanha eleitoral nos dois turnos das eleições de 2018 deu tempo suficiente para se concluir que Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) sobram como as duas piores opções para governar o país. O primeiro por, dentre outras coisas, ser, comprovadamente, péssimo administrador e o segundo pelo ranço do autoritarismo que transpira. Os dois mentiram e se fizeram de vítimas quando eles mesmos agiram como protagonistas de inverdades pronunciadas com o claro objetivo de enganarem, com promessas que jamais serão cumpridas, o eleitorado brasileiro.
Os dois presidenciáveis divulgaram mensagens de agressões mútuas e o tempo todo, se apresentavam como vítimas na tentativa de sensibilizar a população, miseravelmente enganada pelo péssimo deputado Bolsonaro, e, particularmente, os paulistas, pelo pior prefeito de todos os tempos de São Paulo, o professor Haddad, também denunciado por atos de corrupção e lavagem de dinheiro, fato recorrente nas hostes petistas.
As contradições visíveis nos discursos por eles proferidos, levando em conta o passado e o atual momento político de cada um deles, são abomináveis, rejeitadas pela consciência de qualquer observador isento e desapaixonado. Mas não tem para onde fugir. Um dos dois será eleito neste domingo, 28 de outubro de 2018, Presidente da República Federativa do Brasil.
A direita e a esquerda medem forças, desesperadamente, para mostrar quem tem mais “munição” para vencer a disputa. Não está em jogo o preparo intelectual, nem a polidez nem os maus comportamentos que cada um carrega no currículo, mas a revolta da maioria do povo brasileiro que quer experimentar aposta numa suposta mudança através de alguém que promete banir a corrupção no Brasil.
E a campanha não revelou apenas a vergonhosa imagem dos políticos, em termos de comportamento ético e moral de grande parcela dos nossos representantes. Aliás, todos os candidatos a presidente e governadores tiveram seus nomes citados por prática de atos de uma forma ou de outra incompatível com os bons costumes.
O Poder Judiciário - que para o ex-ministro e hoje condenado por corrupção José Dirceu - deveria ser um simples órgão e não um poder, foi desrespeitado antes por Lula, pelos mesmos crimes preso em Curitiba, que disse serem os ministros da Suprema Corte uns “frouxos”, além do filho de Jair Bolsonaro que agora ameaçou fechar o TSE com a ajuda de um cabo e um soldado caso houvesse qualquer ação contrária à posse do pai.
As instituições, embora sólidas por força do regime democrático e o estado de direito vigente no país, foram atingidas como consequência do momento político desmoralizado e passivo a acusações e críticas divulgadas pelas redes sociais e pela imprensa tradicional brasileira.
Haddad ou Bolsonaro será eleito presidente do Brasil. De 2019 a 2022 é o prazo que o povo brasileiro terá para julgar o governo que vai executar e mostrar se divulgou ou não fake news durante suas campanhas, para enganar a Nação. Quem ficou bem atento nesse período, concluirá que eles mentiram muito. Ou pelo menos se acusaram, mutuamente, de mentirem.  
A abstenção não será tão grande como a esperada no início da campanha, mas somada aos votos nulos e brancos deverá ser significativa e suficiente para constatar a desconfiança da população brasileira nos políticos ou na maioria deles.
Mas como dizem os mais otimistas, às vezes “de onde não se espera é que vem” e Bolsonaro mostrou-se, nos últimos dias de campanha, muito dócio e educado com o povo pobre, o que para um capitão que se alto intitulou defensor da tortura no período da ditadura, é muito. “Índio quer apito” e ele vai atendê-lo, ou, pelo menos prometeu isso por mensagem dirigida publicamente através de uma professora indígena que o visitou em sua residência na última terça-feira. Pelo visto deu o apito e ganhou o apoio.    
Considerando a salada ideológica da esquerda e da direita, demonstrada pelas campanhas dos candidatos e os exageros proferidos pelos dois postulantes ao Palácio do Planalto sobre o que pretendem realizar, resta ao Brasil admitir e acreditar que Deus, na sua bondade e misericórdia haverá de impedir que o pior aconteça...
Embora a descrença nas autoridades seja imensa, resta-nos, pobres mortais, manter a esperança nos seus corações e acreditar que o Brasil pela sua grandeza e com a benção de Deus haverá de superar as dificuldades e oferecer aos seus filhos um futuro melhor. Que assim seja!

sábado, 27 de outubro de 2018
HPOCRISIA DOS PRESIDENCIÁVEIS
Os presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) continuam trocando agressões e até insultos nos programas eleitorais do Rádio e da televisão, que ficarão no ar até a próxima sesta-feira (26). Os candidatos se consideram vítimas, mesmo sendo eles próprios protagonistas das lamentáveis atitudes, isto é, eles atiram as pedras e escondem as mãos, hipocritamente, achando que os eleitores brasileiros são idiotas, que não sabem distinguir verdade e hipocrisia. As agressões são mútuas e agressores e vítimas são eles mesmos que lutam desesperadamente pelo poder pregando a união da Nação brasileira: outra falsidade deslavada, pois pelo tom dado à campanha, depois do resultado vencedor e vencido ficarão mais distante um do outro, do que a que separa o céu e a terra.
As propostas apresentadas por Bolsonaro e Haddad são mirabolantes e difíceis de serem cumpridas em curto prazo e mal interpretas por ambos. O representante do PSL garante que vai melhor à remuneração oferecida pelo programa Bolsa Família, e, por cima, pagar o 13° salário aos beneficiários. Justifica que o dinheiro virá com o fim da corrupção e com o corte dos que recebem ilegalmente. Já o petista afirma que o seu adversário vai acabar com o programa. Essas afirmações precipitadas colocam essa camada em dúvida: “seremos beneficiados com o reajuste mensal e mais o 13ª salário ou vítima do corte na folha de pagamento”? Indagam os bolsistas.
Dado esse exemplo de “confusão” da qual a grande vítima é o povo, observa-se que Haddad impõe o que Bolsonaro “vai fazer” e o que ele não fará. Por outro lado, dando como recorrente o modo de agir do PT, Bolsonaro diz que o petista, se eleito, permitirá a continuação e avanço da corrupção no governo. 

VELHA POLÍTICA I
No Maranhão a “velha política” continua sendo plenamente praticada. Em São João Batista – exemplo – tem um prefeito, o engenheiro João Dominici que com todo o seu grupo político apoiou o governador Flávio Dino (PCdoB) à reeleição. Aliás, todos os grupos políticos, mesmo antagônicos em termos de divergências locais o apoiaram. E o governador, em plena campanha política liberou, atendendo pedido político de um candidato a deputado estadual a liberação de máquinas para execução de serviços de recuperação de estrada vicinal e de barragens, serviços esses feitos sem a participação da Prefeitura que, também, tem pleitos nesse sentido dirigidos ao governo estadual. Para não restar dúvidas sobre a minha posição, como ex-vereador e eleitor do município, nós apoiamos Flávio Dino, mas, como repórter discorda dessa prática, igualmente condenada por ele.

VELHA POLÍTICA II
Está praticamente confirmada a vitória do deputado Othelino Neto para a Presidência da Assembleia Legislativa, mais uma vez. A eleição só acontecerá no dia 1° de fevereiro, logo após a posse dos 42 deputados estaduais eleitos e reeleitos na eleição de 07 de outubro. A grande maioria (mais de 30 parlamentares) já confirmou apoio a Othelino que integra o mesmo partido do governador Flávio Dino, o PCdoB que poderá ser reeleito para o mais importante cargo do Poder Legislativo estadual por aclamação. Os demais cargos da Mesa Diretora estão sendo negociados com os demais partidos.

ESPERADO POR DINO
O candidato a presidente da República, Fernando Haddad esta sendo esperado hoje, em São Luís. O governador Flavio receberá o petista no Aeroporto Cunha Machado acompanhado por todos os amigos e correligionários e de lá seguirão para o bairro do Anil onde será realizada uma caminhada seguida de manifestações públicas de apoio ao representante da esquerda na disputa pela Presidência do Brasil.
Em entrevista à imprensa local, o governador aproveitou para convidar auxiliares do governo, lideranças políticas e a população em geral a participarem do ato que objetiva aumentar o desempenho eleitoral do petista em todo o estado. O maranhão foi um dos poucos estados brasileiros que, no 1° turno deu maioria de votos a Haddad.

PERMANÊNCIA
Considerando a máxima de que “em time que está ganhando não se mexe”, o governador Flávio Dino deverá defender a permanência nos seus cargos da maioria dos atuais secretários. Comenta-se nos bastidores que dois deputados estaduais poderão ser convocados pelo chefe do Poder Executivo para possibilitar que o suplente Edvaldo Holanda, pai do prefeito de São Luís assuma uma cadeira na Assembléia Legislativa. Comenta-se, também, que o deputado Márcio Jerry voltaria ao cargo de super secretário de Governo e Comunicação. São especulações que tem sentido, em virtude dos comentários do próprio Flávio Dino com relação ao “time” e a sua grande vitória nas eleições de outubro passado.

JOÃO PENHA DOMINICI
Faleceu em São Luís na madrugada do último domingo o Sr, João Penha Dominici que durante décadas exerceu a chefia do Cartório Civil de São João Batista e o cargo de vice-prefeito durante a gestão de Luís Figueiredo. Cidadão de bem, conhecido pelo trato amigo e educado com os seus conterrâneos, “Seu João” deixa uma dezena de filhos igualmente de boa índole como o colega Tércio Dominici, o comerciante Agenor (Agenorzinho), Wagner (de saudosa memória), Walmir, Maria José, Uíra, Vaguí, “Gato”, Fran e Conceição.
O prefeito João Dominici lamentou a grande perda e decretou três dias de luto oficial no município e a Câmara Municipal, através do seu presidente, Assis Araújo enviou Nota de Pesar à família enlutada. “Seu João”, sem dúvida, deixa uma lacuna muito grande na sociedade joanina. O sepultamento ocorreu no cemitério do povoado Pedras onde há alguns anos foi sepultado ali o corpo da ex-esposa dele Dona Dedé que, também, deixou muita saudade. 

sábado, 20 de outubro de 2018
HIPOCRISIA MÚTUA
Os candidatos a presidente da República que disputam o segundo turno das eleições deste ano, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) pregam nas suas peças publicitárias agressões mútuas e depois se apresentam com cara de bons moços pregando a paz e o debate respeitoso, mostrando assim o grau de hipocrisia característica de suas personalidades. Até nisso os políticos desmerecem a confiança do povo brasileiro, que agora sem opções tem que votar em um dos dois ou apelar para o voto branco ou nulo, que não ajuda a democracia que queremos fortalecer.
Mas não há outro jeito: um dos dois será eleito no dia 28 próximo e seja o que Deus quiser. Os defeitos de cada um deles estão vindos à tona através das redes sociais. As mentiras publicadas, sob a orientação dos seus marqueteiros e com o conhecimento e incentivo deles, são incutidas nas mentes da população e provocam acirramento da disputa e a consequente violência entre os eleitores mais apaixonados.
O momento exige calma, avaliação isenta das poucas propostas apresentadas nos programas eleitorais e nas entrevistas concedidas à imprensa nacional e internacional. Mas os políticos oportunistas que se encostam a qualquer governo para não ficar na oposição querem descobrir e logo acenar para aquele que tem mais possibilidade de ser o futuro presidente. Está difícil ter certeza no momento apesar do capitão ser considerado favorito, segundo as pesquisas.
E olhem que se trata de um favoritismo difícil de ser revertido porque são aqueles que ganham melhores salários (acima de R$ 5 mil) e os mais preparados intelectualmente que fazem a diferença em prol de Bolsonaro. Conferidos os votos dos eleitores que tem nível superior, aponta às pesquisas, a diferença sobe para 68% em prol do “Jairzinho paz e amor”.
Outros fatos a se destacar foram às derrotas de grandes defensores de Lula e Dilma no pleito de outubro: senador Lindbergh Farias (PT-RJ) deputado Chico Alencar (PSOL- (RJ), senador Jorge Viana (ACRE), senadora Grazziotin (PCdoB-Amazonas) dentre outras.
Já em Alagoas o povo não deu importância às denúncias de corrupção que pesam sobre o senador Renan Calheiros e o reelegeu por mais oito anos e, por cima, reconduziu o filho dele (Renan Filho) ao cargo de governador. Coisas que só a cultura de cada povo poderia explicar.   
Sim, mas o “general” Lula, apesar de condenado e preso por práticas de falcatruas durante o período de mando do PT no Brasil, continua prestigiado pela massa que ocupa os estados nordestinos e alguns de outras regiões do país, o que constata ou nos leva a entender que a corrupção não chega a ser o vetor principal da desmoralização da classe política. Todos admitem que “Lula roubou, mas, fez coisas boas para o povão” e que por isso o conquistou. Maluf, na sua época, também foi considerado ladrão bonzinho, e só agora “velhinho” foi punido pela Justiça que age sob a égide de uma legislação fraca e frouxa.
E assim a vida segue, sem grandes esperanças de termos, no futuro, um país mais justo e solidário, sem discriminação, privilégios e com JUSTIÇA SOCIAL PARA TODOS, como a maioria deseja.
NO MARANHÃO ocorreram episódios pontuais que não excluem crimes eleitorais, como “boca de urna” e até cabos eleitorais votando no lugar de eleitores não confiáveis. Alguns chegaram a ser presos, mas, depois de pagarem a fiança foram postos em liberdade. VERGONHA!
A famigerada compra de votos, transportes de eleitores irregulares foram ocorrências registradas normalmente no interior. Mas os autores ou mandantes, investidos de autoridade, por certo não foram incomodados lá no palco das ocorrências.
São óbvios que esses acontecimentos lamentáveis ocorreram, também, nos mais longínquos municípios brasileiros. Sobra, portanto, aos mais equilibrados, a certeza de que, conforme a máxima o “povo sempre terá os representantes que merece”. Não há mudança na política brasileira. A renovação no conjunto da representação política é sempre a mesma: sai o pai, entra o filho(a), o irmão(ã) ou a esposa. Mudam os nomes, mas na maioria dos casos as famílias que permanecem no poder são as mesmas.
EM SÃO LUÍS, a derrota espetacular de Edvaldo Holanda à reeleição de deputado estadual e a grande votação de Eduardo Braide à Câmara Federal é fruto da insatisfação da população local com o prefeito Edvaldo Holanda Junior que abandonou a maioria dos bairros e o centro da cidade, onde as ruas estão abarrotadas de buracos.
EM SÃO JOÃO BATISTA, onde passei o período eleitoral, o grande vencedor das eleições, segundo o vereador Assis Araujo foi o ex-prefeito Eduardo Dominici, considerando-se a soma dos votos que o seu grupo político direcionou aos três candidatos a deputados estaduais e federal apoiados pela família.
Para o cargo de governador a vitória de Flávio Dino esta dada como certa porque todas as lideranças do município, incluindo a família Dominici o apoiaram. Até mesmo sarneysistas de épocas passadas (quando o mar estava para peixe) trocaram de camisa e aderiram ao governador comunista. Agora todo mundo virou comunista!...     

ÚLTIMA INFORMAÇÃO – O deputado reeleito Othelino Neto (PCdoB) quer se reeleger também presidente da Assembléia Legislativa. Segundo observadores ele tem chance de alcançar o objetivo, mas depende do apoio do governador Flávio Dino (PCdoB) e da deputada Cleide Coutinho, viúva do ex-presidente Humberto Coutinho. As articulações estão a pleno vapor apesar da eleição só acontecer dia 1° de fevereiro de 2019.

sábado, 13 de outubro de 2018
É hoje...!

João Batista Azevedo (Interino)


Finalmente chegamos ao dia mais importante para o Brasil nos últimos tempos. O dia da eleição. Eleição para escolha do novo presidente da República. Depois da volta das eleições diretas esta é 8ª eleição. Poucas para a estabilidade da nossa jovem democracia. Lembrando que nesse tempo tivemos duas rupturas que puseram em xeque as bases desse mesmo regime democrático – o impeachement de Fernando Collor e o mais recente, de Dilma Rousseff. Seguramente o país é outro. Muita coisa mudou. E muita coisa também não mudou. As cidades cresceram e os problemas aumentaram. Os tempos atuais estão a exigir que os nossos governantes tenham sobretudo o discernimento de governar para todos, respeitando as inúmeras minorias que se formam num país tão desigual quanto o Brasil. Essas minorias que se fazem presentes no debate nacional não são obra de nenhum partido político, antes seja de todos os governos pós período militar que passaram a respeitar e a garantir a partir da Constituição o direito de todas as minorias. Continuar a respeitar estas prerrogativas constitucionais é premissa por demais importante, sob pena do país descambar para um confronto.


O país dividido

É inegável o racha no Brasil de hoje. Dos muitos brasis que se tem, resumiu-se para estas eleições em apenas dois: os que defendem Lula, a esquerda, o PT; os que acreditam nas forças progressistas populares contra os que negam o PT, Lula, que são de direita e que não admitem a possiblidade de um novo governo de esquerda. Para estar contra toda a ideologia de esquerda, a direita mais extrema arregimentou forças e num discurso mais virulento possível, buscou na figura de um ex-capitão do Exército o seu candidato. Apesar dos xingamentos que tomou conta das campanhas de um lado e outro o segundo turno está proposto: Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o que caracteriza ou a chegada da extrema direita ou a volta do PT ao poder. O eleitorado de Bolsonaro e de Haddad é bastante diferente. Enquanto o capitão atinge eleitores com renda familiar mensal acima de cinco salários mínimos, o petista dispara de 10% para 27% entre os que têm renda de até um mínimo. A curva dos dois também se cruza quando se fala em escolaridade. Enquanto Bolsonaro sobe de 29% para 36% entre os mais escolarizados, Haddad pula de 6% para 24% entre os menos escolarizados. Grosso modo, um é preferencialmente candidato dos “ricos com diploma” e o outro, dos “pobres e menos aquinhoados”.


A ser levado em conta (I)

Vivemos uma crise moral na política brasileira, não restam dúvidas. O argumento está colando em parte do eleitorado progressista, machucado e esgotado com uma crise que se arrasta há cinco anos. Cinco anos de crise esgota as energias de qualquer um. Por outro lado, na esteira do colapso social, a extrema direita não será o remédio para a cura de nossos problemas, principalmente se quem encabeça esse lado, traz consigo um discurso de ódio e prega a violência como resposta aos muitos dos males da sociedade. Daí o surgimento do anti-PT, o antipetismo. Mas o que seria mesmo esse antipetismo? Trata-se de um problema com o PT? Algo semelhante a uma antipatia pessoal? É o que parece. Mesmo assim a liderança de Lula, mesmo impedido de concorrer a estas eleições, esteve em evidência como líder das pesquisas. Mesmo assim a esquerda está viva. Não a esquerda socialista-comunista, mas aquela que se aproxima mais dos pobres e mais necessitados, aquela que pensa e desenvolve política de inclusão e respeito para as minorias. Neste campo Haddad e Ciro Gomes são boas opções.


A ser levado em conta (II)

Se é verdade que nem tudo na vida são flores, também podemos dizer que nem tudo são espinhos. Mesmo sendo conservadora, a transição democrática trouxe algo de bom: a mobilização de setores importantes da sociedade brasileira na crítica ao autoritarismo. Foram anos animados, com grandes atos públicos, engajamento de artistas e intelectuais, greves gerais, milhares de pessoas nas ruas. Desse clima, saíram dois partidos políticos que, cada um a seu modo, passaram a representar as demandas da sociedade civil por um país mais justo e democrático: PT e PSDB, que se tornaram os principais ocupantes do campo político progressista. Mas o que é o campo político progressista? São os grupos políticos que partem do princípio de que o Estado deve amparar o sofrimento dos mais vulneráveis, daqueles que no conflito social são mais frágeis, ou sejam, mulheres, negros e negras, comunidade LGBT e, principalmente, pessoas pobres. Do outro lado do campo progressista está o campo do atraso. O objetivo do campo do atraso é direcionar a riqueza social para uma minoria, justamente aqueles que já são mais poderosos: homens, pessoas brancas e, principalmente, ricos. Jair Bolsonaro encarna bem o candidato que muitos temem ser um retrocesso e o atraso.


Em oração...

Que Deus nos ilumine e nos proteja de todo mal seja ele de direita ou de esquerda! Que possamos decidir com clareza o nosso voto e que os eleitos sejam exemplos de homens públicos, espelhos da probidade e da decência. Bom voto a todos!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018
O telhado de vidro de Bolsonaro

Por João Batista Azevedo (Interino)
  
E o capitão que se postava de paladino da moral entre os políticos escorregou na baba de sua própria arrogância. É o que trouxe a Revista Veja deste fim de semana. Como já se podia esperar, o deputado Jair Bolsonaro, candidato a presidência da república, não é tão honesto como ele se pintava. Em extensa reportagem, a Revista Veja pilhou o capitão na mentira. A fonte das maracutaias de Bolsonaro estão em um processo de partilha de bens instaurado em 2008, quando da separação deste com a sua esposa à época, a senhora Ana Cristina Siqueira Valle. Segundo a reportagem, Bolsonaro omitiu de sua prestação de contas à justiça eleitoral imóveis cujos valores somados totalizam mais de 2,5 milhões. Essa constatação veio à tona no cruzamento de informações de cartórios do Rio de Janeiro com a declaração de bens do deputado para fins de disputa eleitoral. A própria ex-mulher de Bolsonaro, segundo a Veja, também o acusou, na época da separação, de ameaças de morte, razão pela qual ela teria ido morar na Noruega, como também lhe acusou de ter furtado cerca de 600 mil reais em joias de um cofre que o casal tinha numa casa de guarda de valores. Curioso é que perguntado agora à ex-mulher, que é candidata a Deputada Federal pelo mesmo partido de Bolsonaro, o PSL, com o nome de Cristina Bolsonaro, sobre as denúncias feitas à época, ela respondeu que não se lembra.  E que o marido, apesar de “machão”, é gentil e carinhoso. Ah... conta outra! Vale lembrar que em vídeos que correm nas redes sociais, Bolsonaro diz que é sonegador mesmo!

Debochando da Justiça 
O presidenciável Jair Bolsonaro em entrevista ao apresentador da Bandeirantes, José Luiz Datena, afirmou que não aceitará o resultado das eleições no caso de uma eventual eleição do candidato Fernando Haddad. Afirma que se isso acontecer é porque as urnas eletrônicas foram fraudadas. Com essas declarações, o candidato põe em dúvida o trabalho de toda uma instituição: o TSE, seus ministros, juízes e serventuários da justiça eleitoral de todo o país. Envaidecido pela projeção que teve ao empunhar a bandeira do antiPT, o candidato acha que as manifestações de ruas são um termômetro de que ele já ganhou as eleições, mesmo sem fazer alianças, mesmo atirando contra a própria classe política. Esquece o candidato que o eleitor está em todos os lugares, e não só nas manifestações de ruas, nas passeatas, carreatas, e que nem todos, ou uma grande maioria não manifesta seu voto. Não confiar no processo eleitoral do qual participa, e pelo qual já se elegeu por vários mandatos é no mínimo contraditório e preocupante. A democracia brasileira poderá viver dias de abalo e preocupação. 

A democracia acima de tudo 
A ditadura acabou. O país já vive 33 anos de redemocratização. Mas alguns setores insistem em transformar as eleições de outubro em “um tempo de guerra”. Um “tempo sem sol” que obscurece qualquer chance de bom senso e racionalidade em algumas hordas na campanha. Enquanto um lado convoca sua militância, um outro promete “fuzilar” seus adversários, inconformar-se com o resultado das urnas. E nesse clima, tudo pode acontecer. O risco de que o ódio não se dissipe é enorme. E pode não serenar nem mesmo em um próximo governo, a depender do cenário. Especialmente se o segundo turno vier a ser entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT). O resultado das ações e reações a partir daí podem ser imprevisíveis”. Acima de qualquer disputa, o importante é lembrar que o país não vive um “tempo de guerra”. As eleições são o meio pacífico que a democracia encontrou de resolver as suas questões mais prementes. O debate democrático precisa de luz. Quanto mais, melhor. 

Enquanto isso aqui no Maranhão... 
Eleição ganha só mesmo depois do apurar das urnas. Mas pelo quadro que se desenha nas pesquisas eleitorais de todos os institutos, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem expressiva vantagem sobre sua principal adversária, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), podendo inclusive liquidar a fatura já no primeiro turno, se os demais candidatos Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (PSL), Ramon Zapata (PSTU) e Ovídio Neto (Psol) não apresentarem crescimento e votação satisfatórias capaz de encolher a diferença de mais de 50% do primeiro colocado. Se por acaso houver um segundo turno, todo o cenário muda. Num primeiro momento, os dois candidatos partem em pé de igualdade, a começar pelo tempo de campanha no rádio e na televisão. Como é uma nova eleição, o voto do eleitor mais uma vez deverá ser conquistado. E eleitor é sempre imprevisível... 

Renovação já! 
Uma forte campanha pela renovação dos quadros da Assembleia Legislativa e da Câmara Federal está em evidência. É oportuna e justa. Para tanto, necessário se faz que o eleitor não “troque seis por meia dúzia”. É preciso conhecer principalmente o caráter de seu candidato, sua trajetória e suas ideias. Os deputados federais, sobretudo, terão papel fundamental nas votações das propostas de reformas que haverão de vir do novo presidente. Eleger alguém que esteja sintonizado com os interesses do povo em detrimento do corporativismo partidário deve ser a lógica do eleitor. E foi por erros cometidos em nome de seus partidos ou de suas bancadas e que contrariaram a vontade do eleitor, que muitos deputados estão a penar nestas eleições. Nunca foi tão difícil uma reeleição. 

São João Batista
O prefeito de São João Batista João Dominici inaugurou, no sábado (29), no povoado Palmeiral, um poço artesiano para atender uma antiga reivindicação da comunidade e adjacentes. O sistema será suficiente para distribuir água para as torneiras de toda a comunidade. Dominici destacou também ações da prefeitura que tem melhorado as condições de vida dos cidadãos. Para a comunidade, a inauguração do poço foi a realização de um sonho.


sábado, 29 de setembro de 2018