54 anos do JP: A luta continua

O Jornal Pequeno comemora, hoje, 54 anos de fundação e de bons serviços prestados ao povo do Maranhão, quer no campo da informação, quer na emissão de opinião sobre os acontecimentos de interesse coletivo, denunciando os opressores e corruptos que desfilam na vida pública com arrogância e indiferença diante dos graves problemas que afligem a grande maioria da população. O JP esteve sempre atento a essas questões. Sem medo, vem mostrando ao longo desses anos que tem compromisso com os leitores e, com independência, enfrenta os poderosos e oportunistas, beneficiários quase vitalícios das riquezas do nosso Estado.

O saudoso jornalista José Ribamar Bogéa, fundador deste matutino que, quando a gravidade dos fatos ocorridos exigia, vinculava, também, às tardes, Edição Extra, e de muitas dessas extraordinárias edições participei. Foi perseguido, mas nunca se curvou diante das ameaças recebidas.

Durante o regime militar sofremos pressões, processos, mas não abrimos mão do direito sagrado de informar e de opinar. O Jornal Pequeno fez história com o velho amigo Bogéa, de saudosa memória, hoje faz história com os filhos, liderados por Lourival Bogéa, com o inestimável apoio da matriarca, Dona Hilda Bogéa.

É lógico que há feridos. As notícias não agradam a todos. Principalmente os potentados que usaram e continuam usando o poder público como trampolim para usufruir vantagens. O povão, vítima desses aproveitadores, no entanto, cobra a publicação das denúncias e as aplaudem. Ao continuar a impunidade, vale, pelo menos, desmascarar os autores do crime praticado.

A luta contra a oligarquia Sarney é coerente. Compatível com a linha que o jornal adotou desde a sua fundação. Defender os humildes, denunciar a corrupção e a manutenção do poder nas mãos de caciques descompromissados com as causas do povo, tem sido a linha mestra trilhada pelo Jornal Pequeno nestes 54 anos de existência.

Continuar assim significa atender as expectativas dos fiéis leitores e frustrar aqueles que, se julgando donos do mundo, tentaram e continuam tentando calar a voz do povo transcrita diariamente nas páginas do JP.

Mas o Jornal Pequeno não se limitou ao setor político. Ao longo do tempo deu espaço à cultura através do “Barlaio”, “Página da Juventude” e outras publicações sob a coordenação do saudoso João Alexandre Júnior. Hoje, editado pelo professor Alberico Carneiro temos o “Guesa Errante” difundindo a cultura e a literatura. O turismo e os acontecimentos sociais do nosso Estado, igualmente, têm tratamento especial, além do esporte e do lazer.

“Caminhando e Cantando” a satisfação do dever cumprido, o Jornal Pequeno se afirma como órgão de comunicação respeitável e merecedor da confiança dos milhares de leitores espalhados pelo Maranhão e pelo Brasil, através também de sua página na internet. Por este Maranhão que luta pela sua libertação, quase conquistada. Depende da maioria da classe política, hoje unida em prol desse objetivo, se despir dos projetos pessoais e abraçar, com o apoio popular, a simpática causa que objetiva, de fato, libertar o Maranhão. É preciso respeitar a vontade e a preferência do povo.

Parabéns JP! Parabéns família Bogéa!

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