PEC da BENGALA

Lourival Pinheiro

Neste País tem coisas que no meu ponto de vista leigo, são tão insólitas, quanto sibilinas, que deixam a gente tonta.

Por exemplo: a aprovação da Emenda Constitucional que estica para 75 anos a aposentadoria compulsória, tirou da Presidente Dilma a prerrogativa de indicar os Ministros das Cortes.

Para a oposição foi uma vitória, uma apoteose, acharam que derrotaram o governo, o governo por seu lado sentiu a derrota. Afinal de contas, o que perdeu o governo?

Como não tenho saber jurídico fico intrigado; qual a grande vitória ou vantagem de um Presidente nomear um Ministro, que torna esta decisão tão disputada?

Será que algum Presidente da República civilizado, terá a pretensão de influir na decisão de um Ministro ou Ministra, por ele nomeado? Acho que não.

Até porque além da independência, eles sabem que com o alto saber jurídico não ficaram devendo favor ou gratidão porque são imprescindíveis para o juízo brasileiro.

O bom senso me diz que o Poder Judiciário é o mais nobre dos Poderes, porque é de lá que emana o mais nobre ato do homem; a Justiça.

A Justiça é mais importante que fazer estradas, pontes, aeroportos, refinarias ou qualquer obra. Como Nietzsche eu penso: uma sociedade sem Justiça igual para todos leva o homem ao niilismo.

Se houver algum pais no mundo onde o Poder Judiciário não tenha o devido respeito; lá a toga esmaece, a Justiça fenece, a Ética falece e, Maquiavel agradece.

(A vida é uma ilusão, como o sol se esvai no crepúsculo!)


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