Projeto do Porto Mearim é apresentado em reunião do Conselho de Infraestrutura da FIEMA

Empreendimento privado na Baía de São Marcos, em Bacabeira, é orçado em R$ 2,6 bilhões e está projetado para se tornar um dos principais portos de exportação de grãos nas regiões Norte e Nordeste

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado do Maranhão (SINCOPEM) e presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEMA, José de Ribamar Barbosa Belo recebeu essa semana na Casa da Indústria Albano Franco, o gerente de projetos do Porto Mearim, Claudio Loureiro, que atendendo ao pedido do Conselho, detalhou o empreendimento privado da holding AESA Investimentos, antiga Aurizonia Empreendimentos, que será implantado na Baía de São Marcos, em Bacabeira.  
Orçado em R$ 2,6 bilhões, o porto tem perspectivas de se tornar um dos principais portos de exportação de granéis sólidos e carga geral pela região do município de Bacabeira para as regiões Norte e Nordeste. A fase I deve entrar em operação em 2019, detalhou o gerente.



Zeca Belo demonstrou entusiasmo com os investimentos previstos e a possibilidade de novos negócios em  logística e infraestrutura para o Estado, haja visto, a localização estratégica do terminal, que ainda inclui em sua rota uma rodovia e uma ferrovia. “Esse projeto será uma porta de entrada e saída de grandes oportunidades para o Maranhão”, enfatizou o presidente do conselho temático da FIEMA.

“Este é um projeto ímpar para o Maranhão e para a região de influência econômica do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)”, ressaltou o gerente do projeto do Porto Mearim, ao informar que a empresa está na etapa de exposição do futuro empreendimento ao mercado e captação de recursos junto às instituições financeiras.
O porto, que será instalado numa área de 598,9 hectares, na margem leste da Baía de São Marcos, em Bacabeira, já possui autorização da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) para movimentação e armazenagem de granéis sólidos e carga geral, com vigência de 25 anos contados da data de assinatura do contrato de adesão, prorrogável por períodos sucessivos.

“O projeto já possui as licenças concedidas da ANTAQ, Superintendência do Patrimônio da União (SPU), e Meio Ambiente, assim como autorização da Capitania dos Portos do MA e o Projeto Básico de Engenharia e Estudo de Mercado e Viabilidade finalizados”, destacou o gerente.

Berços
O projeto prevê a construção de quatro berços de atração de navios na sua configuração final, ocupando 1.362 metros, com possibilidade de expansão, uma vez que a área dispõe de capacidade de utilização de 4.000 metros. Após detalhados estudos, o projeto do novo canal de navegação do Porto Mearim cria a oportunidade para entrada de navios de grande porte, com calados de 12,8 m a 14,6 m, ou seja, embarcações com capacidade de transportar até 120 mil toneladas de grãos.

Segundo Loureiro, na fase I do projeto, que deve entrar em operação em 2019, está prevista a movimentação de 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes e 1,5 milhão de toneladas de carga geral, com mais dois berços a serem construídos.
Na fase II, além de dobrar a movimentação de fertilizantes e de carga geral, o Porto Mearim iniciará a operação de grãos, estimada em 5 milhões de toneladas, devendo chegar a 10 milhões de toneladas na terceira etapa. Dois novos berços serão construídos.

Além da localização privilegiada, próximo dos principais mercados internacionais, o Porto Mearim apresenta como diferencial de competividade o fato de se instalar numa região de potencial logístico, que tem uma boa infraestrutura de malhas ferroviária e rodoviária, o que facilitará o escoamento das cargas, diferente dos portos de Vila do Conde e Santarém, ambos no Pará. A reunião contou com a presença de diversos empresários ligados ao setor de construção pesada do Estado do Maranhão.

Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA

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