Os mais
conceituados colunistas e articulistas políticos do país mostram, através de
comentários convincentes, que o presidente do Senado Federal, José Sarney, garante
que não pretende continuar no comando da Casa, mas, nos bastidores trabalha a
sua reeleição. Isso não se constitui nenhuma novidade, tratando-se do
comportamento político que o senador amapaense adota, na sua trajetória de
homem público.
Assim foi em
1985 quando teve o seu nome cogitado para ser o vice-presidente nas eleições
indiretas, na chapa encabeçada por Tancredo Neves. Primeiro disse, publicamente,
não ter interesse no assunto, e terminou, nos bastidores, trabalhando o seu
nome para o cargo, àquelas alturas, com a certeza de que seria vice-presidente
da República. O destino deu muito mais a ele. Tancredo morreu antes de assumir
e acabou sendo o presidente biônico.
Gostou tanto
que conseguiu mais um ano de mandato. Os avanços durante o período foram poucos.
A inflação e a corrupção ocuparam espaços imensos na mídia nacional. São Luís, com
a Dona Gardênia eleita prefeita com amplo apoio popular que ele nunca deu
importância sofreu retaliações.
Os projetos
elaborados pela Prefeitura e encaminhados ao Governo Federal, com o pedido de
liberação de verbas para que fossem executados, mofavam nas gavetas dos
ministros. Mesmo assim a prefeita Gardênia conseguiu organizar a administração
municipal e a entregou ao seu sucessor, Jackson Lago, limpa e sem quaisquer
irregularidades.
Já o Sarney
entregou o governo ao arque inimigo Fernando Collor, hoje amigos e aliados nas
artimanhas do poder, cheio de complicações e com uma inflação às alturas.
Collor fez pior “seqüestrando” o dinheiro dos poupadores grandes, médios e
pequenos. O golpe foi tão grande, que muita gente neste país chegou a sentir
saudade do maranhense Sarney, que continua politicamente mais vivo do que se
possa imaginar.
Agora, presidente
do Senado, jura de pés juntos que não quer a reeleição. Ninguém acredita nele
porque em 2008 ele dizia, também, que não seria candidato ao cargo. Quis. Fez
uma administração contaminada de escândalos, com atos secretos e pagamento de
diárias e horas extras irregulares. E nestes dias luta para ser novamente
presidente do Senado, com os indispensáveis apoios de Lula e de Dilma. Mas ele,
sim, é o cara.
Uma fonte bem
informada, sem fazer segredo, mas vou preservá-la, contou que o secretário
recém demitido da cobiçada pasta da Educação, não soltou alguns torpedos contra
setores do Governo Roseana, porque foi contido por amigos e familiares. Mas a
vontade dele era abrir o verbo contra algozes que sabia ter, principalmente no
PMDB.
REVISÃO
A coluna
recebeu informações de São João Batista de que o juiz responsável pela Revisão
Eleitoral, depois do que foi denunciado neste espaço e das reclamações de
vereadores e líderes comunitários, está mais flexível quanto as exigências dos
documentos aos eleitores, provando seus domicílios eleitorais. Muito bem.
FÉRIAS
Estamos de férias.
Esta coluna voltará a ocupar este espaço a partir de janeiro de 2011, depois da
posse da nova presidente da República, governadores, senadores e deputados
estaduais e federais. Logo em fevereiro teremos eleições para as Mesas
Diretoras das Assembléias Legislativas e das duas casas do Congresso Nacional.
Até lá e Boas Festas de Final de Ano para os fiéis leitores. Com os meus
agradecimentos.
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