Governo Dilma tem a cara de Lula e no Senado as práticas rabujentas ganham mais espaços

               Novos governos (um federal e 27 estaduais); novas promessas, novas perspectivas e novas esperanças. Todo mundo tem o direito de sonhar. Mas a verdade, depois das grandes festas de posse dos eleitos, contradiz o futuro recheado de otimismo. A presidenta (ou presidente) Dilma Rousseff trocou alguns nomes do ministério, mas ele continua com a cara do Lula. No Congresso Nacional, particularmente no Senado, as cartas continuarão sendo dadas pelas mesmas “raposas” da política brasileira, sob o comando do oligarca José Sarney. Por lá as práticas políticas permanecerão velhas e rabugentas.   
               No Maranhão a governadora Roseana Sarney promete fazer o “melhor governo da minha vida” (dela) e mais: colocar na rua o auxiliar que for pilhado roubando dinheiro público. Aí vem a lembrança de Cafeteira que, eleito governador em 1986, prometeu punir severamente “quem metesse a mão no jarro”. E quem terminou metendo a mão no jarro, segundo matérias estampadas nos órgãos de comunicação dos Sarney e na revista Istoé, naquela época, quando Cafeteira renunciou ao cargo para concorrer ao Senado, foi ele próprio.
                A questionável e apertada vitória de Roseana nas eleições de 2010, de acordo com as denúncias e representações encaminhadas à Justiça Eleitoral, levam os simples mortais a acreditarem que ela não tem autoridade moral suficiente para cobrar dos auxiliares, tamanho cuidado ao lidarem com as verbas públicas estaduais.
                 Por exemplo, um deputado federal que ganha entre salário, gratificações, verbas de gabinete e de representação aproximadamente R$ 140 mil mensais, que, atendendo a convocação da governadora aceita ser secretário de estado com salário (somadas todas as vantagens) inferior a um quinto (1/5) do que receberia como parlamentar vai compensar essas perdas de que jeito?     
                  Esse mesmo questionamento poderia ser feito a um senador da República que virou ministro ganhando, legalmente, menos de um quinto (1/5) do que receberia no Senado. Qual é a mágica? Vontade de servir ao país e/ou ao seu estado? Duvida-se! Bom, mais nesse caso não haverá perdas porque a cadeira de senador será ocupada por Lobinho, enquanto o Lobão se “energiza” no Ministério de Minas e Energia. Continua tudo em família.
                   Acabar com a corrupção e punir os agentes desse câncer não são tarefas de um governo conquistado com o uso abusivo de poder político e econômico, cooptação ilegal de apoios eleitorais, conforme está explicitado nas representações encaminhadas à Justiça Eleitoral, pelos adversários de Roseana Sarney. Precisaria, antes de tudo, de um governo legitima e livremente eleito pela vontade popular; que tivesse um passado sem manchas e que fosse merecedor do respeito e da confiança irrestritos por parte da população. A austeridade declarada pela governadora são apenas palavras pronunciadas com a intenção de tranqüilizar, mas, ao contrário, provocam ainda maior desconfiança no seio da descrente, porém, atenta sociedade maranhense.
                   Continuaremos, não tenham dúvidas, assistindo o desenrolar de acontecimentos que em nada vão contribuir com nossa história política. De tão vergonhosos, como a adesão de parte do PT à Roseana Sarney, deveriam ser esquecidos. Este episódio nem deveria merecer registro.      

                    JOÃO CASTELO
                     Mostrando-se disposto a trabalhar em parceria com o Governo do Estado, fazer mais por São Luís e transformá-la em uma cidade mais próspera e humana, o prefeito João Castelo não obteve, por parte da governadora Roseana Sarney nenhum gesto que pudesse indicar sua aprovação a essa coerente proposta, que teria o objetivo de atender às perspectivas de uma população ansiosa por viver em uma cidade com melhores serviços de transporte, de saúde, de esporte e lazer, para citar apenas três setores.
                     Entusiasmada com a vitória nas urnas da capital, obtida sabe Deus como, a governadora Roseana Sarney quer preparar um nome para enfrentar Castelo no pleito do próximo ano. Logo, se ela tiver em mente fazer alguma coisa por São Luís, será diretamente através do governo e nunca em parceria com o prefeito tucano.
                      A missão de João Castelo, portanto, é unir as lideranças oposicionistas em torno da sua candidatura à reeleição. O prefeito tem um pouco mais de um ano para cumprir com os compromissos assumidos na última campanha, sendo o principal deles construir, equipar e fazer funcionar o novo Hospital de Urgência e Emergência, uma obra que está prometida para ser entregue no final de 2011, início de 2012 e, parece, ainda não despertou interesse por parte da governadora. Pelo contrário, o prefeito tem encontrado muitas dificuldades para viabilizar essa importante e necessária obra.
                       Com a fama de administrador arrojado, reconhecido pêlos maranhenses como político dinâmico e competente, João Castelo não pode e nem deve permitir que essas forças que fazem apologia ao fracasso de adversários como fórmula de dominação política no estado, atrapalhem os seus planos de fazer de São Luís uma “Cidade para Todos” e que seja, sempre, motivo de orgulho para mais de um milhão de habitantes.   
                        A população reconhece que Castelo já fez e está fazendo muitas obras importantes, melhorando a qualidade de vida do povo.  Mas, a desconfiança de que o tempo é exíguo para o prefeito construir e entregar o novo Hospital de Urgência e Emergência, não deixa de incomodar os incrédulos mortais. Mas, espera-se, o prefeito João Castelo haverá de superar todos os obstáculos e realizar tudo aquilo que planejou para a nossa cidade. Esse é o desejo da população.
                         MURAD E TAVARES
                          As articulações relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, para o biênio 2011 – 2013 indicam o fortalecimento da candidatura de Ricardo Murad à Presidência. Nos bastidores comenta-se que o atual presidente, deputado Marcelo Tavares já teria sido convencido pelo próprio Murad a votar nele. Teriam almoçado em um restaurante da cidade e “acertado tudo” ainda nos últimos dias de 2010.
                            MANOEL RIBEIRO     
O deputado Manoel Ribeiro parece que desistiu de concorrer ao cobiçado cargo e se dado por satisfeito com a indicação do irmão, Pedro Fernandes, para a pequena, porém, futura grande Secretaria de Cidades e com o possível pedido de licença do senador Epitácio Cafeteira, que daria ao outro irmão dele, suplente Afonso Ribeiro a oportunidade de assumir a importante cadeira de Senador da República. As negociações avançam na medida em que se aproxima o dia 1º de fevereiro, data em que será  realizada a eleição dos futuros dirigentes do Parlamento Estadual.
À oposição cabe negociar alguns cargos na Mesa Diretora, na proporção do tamanho da bancada que, além de dividida é ínfima com relação à comandada pelo “trator” peemedebista.   

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