É preocupante o número de mortes provocadas pelo câncer


            As estatísticas mostram que é cada vez maior a incidência de mortes, no Brasil, causadas pelo câncer. Felizmente não se trata de uma doença contagiosa como a AIDS, mas o grande número de brasileiros portadores desse mal assusta a todos. E está passando da hora das autoridades direta ou indiretamente envolvidas, tomarem alguma providência. A imprensa de um modo geral, também, não pode se omitir, pelo contrário deve buscar o debate desse tema, já abordado pelos jornalistas Cunha Santos Filho, Jorge Vieira e outros.  
             Ouso, até, sugerir à Câmara Municipal de São Luís e à Assembléia Legislativa que promovam esse debate, através de Audiências Públicas, lembrando a importância da participação de médicos especializados nessa área (oncologistas), sanitaristas, e outros, no sentido de esclarecer a população maranhense, considerando que no estado (sem excluir a capital) existem muitos doentes e outros milhares preocupados com essa alarmante situação.
               Estamos todos temerosos de comer carne bovina por causa do hormônio, o pescado porque o mar e os rios estão poluídos, os campos naturais contaminados com as fezes dos búfalos que povoam a Baixada; frutas, verduras e legumes “envenenados” com os agrotóxicos, o mesmo acontecendo com o camarão e o peixe criados em cativeiros, comendo ração fabricada sabe-se lá, de que maneira; o leite e seus derivados, que tipo de problemas poderia causar? Enfim, só à medicina cabe dizer se todos esses pormenores estão ou não contribuindo para a crescente incidência de pacientes que contraiu a doença.  
                 E aí vem o Ministério da Saúde “advertindo” que o cigarro causa câncer, apela e apavora os fumantes. Particularmente entendemos que o cigarro é um mal que precisa ser banido das nossas vidas, mas, cabe perguntar: e se a maioria dos pacientes de câncer não é composta de fumantes, qual é, então, a justificativa? O problema está nos alimentos que ingerimos?  
                  Em São Luís conhecemos milhares de famílias, onde pelo menos uma pessoa morreu de câncer ou está em tratamento da doença. Isso acontece na minha, na família de um imenso número de pessoas. Portando é um assunto que precisa ser discutido profundamente e analisado por profissionais da medicina, pois, nós que somos leigos precisamos de esclarecimentos desse nível, considerando a dificuldade de acesso à saúde, enfrentada por grandes parcelas da população brasileira e, particularmente, a maranhense.
                  O Hospital Aldenora Belo, especializado nesse tipo de tratamento, está superlotado de pacientes. Não há vagas nas enfermarias e as dificuldades financeiras para mantê-lo são notáveis e enfrentadas diuturnamente com coragem e abnegação pela sua diretoria. Ouso mais uma vez, mesmo sem autorização do hospital em referência, sugerir aos poderes públicos federal, estadual e municipal que ajudem mais essa instituição, cujos profissionais se dedicam à luta contra essa doença maldita, que, na maioria dos casos leva a óbito quem a contrai.
                  É uma doença perversa!

                    AINDA É SÊDO
                     O presidente do PCdoB maranhense, ex-deputado Flávio Dino entende que ainda é sedo para iniciar o debate sobre as eleições de 2012. Os jornalistas John Cutrim e Cunha Santos Filho discordam sobre a condução da luta sucessória do prefeito João Castelo. O primeiro propõe a participação de vários candidatos da oposição, o segundo discorda apontando o ano passado como exemplo de que a proliferação de candidatos oposicionistas termina por favorecer o grupo dominante, comandado por Sarney. Unir as oposições com todas essas fronteiras ideológicas não é tarefa fácil.
                     O prefeito João Castelo tem direito à reeleição pelo PSDB, com o apoio de outros partidos. Logo o tucano Roberto Rocha estaria fora de cogitação, a não ser que fosse disputar por outra legenda, o que não acreditamos seja do seu interesse. O PSTU e PSOL devem, sim, lançar candidatos próprios. Flávio Dino (PCdoB), depois das derrotas sofridas para prefeito de São Luís em 2008 e ao governo estadual em 2010, não voltará a disputar uma eleição municipal. O bom senso indica que ele vai esperar 2014 para tentar ser governador do Maranhão.  Mostrou que tem liderança e capacidade de luta para enfrentar o poderio político e econômico da oligarquia decadente.
                       JACKSON
                       Nas hostes pedetistas o silêncio predomina. O ex-governador Jackson Lago estaria em São Luís, mas retornaria a São Paulo para continuar tratamento de saúde. Não se manifestou sobre a política maranhense. Quando retornar em março, completamente sarado, deverá iniciar a reorganização do PDT no Estado do Maranhão. Será uma grande oportunidade de limpar o partido, livrando-o dos oportunistas.  
                       TURISMO
                         O ministro do Turismo, deputado Pedro Novais (PMDB) não pode reclamar da falta de dinheiro para executar um bom trabalho à frente da pasta. O Maranhão deverá ser um dos mais beneficiados nesse setor, entusiasmando o sarneysista Tadeu Palácio a ser novamente candidato a prefeito de São Luís. Se não for pego pela lei da ficha limpa. Ou suja?...                       
                        SAUDADE
                        A saudade que sentimos de Josilda ainda bate forte no peito. As merecidas manifestações de carinho e respeito de todos que a conheciam, publicadas nas páginas do JP dos últimos dias, atestam o quanto ela era importante na vida de cada um de nós que tivemos a oportunidade de privar da sua amizade.  

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