O JOGO QUE É JOGADO


            Foi sempre assim e assim será para sempre: o presidente do Senado, José Sarney declara que não é candidato e é. Quando o pasto acaba ele faz o manejo para continuar vivo politicamente. Assim aconteceu quando trocou o PFL pelo PMDB e, depois, o Maranhão pelo Amapá onde continua a mesma prática de eliminar ou tentando eliminar da política os seus adversários. Lá, a vítima é o casal Capibaribe cassado uma vez e ameaçado com a mesma punição novamente.  Diz que não faz acordo e faz. Esse é o jogo jogado e ele nunca perde.
              A reeleição de Sarney à Presidência do Senado Federal (que ele declarou não pretender) está sendo articulada por outra raposa, envolvido em escândalos tanto quanto outros honoráveis bandidos da política brasileira: Renan Calheiros que tem o cinismo de pedir compensação porque foi instado a renunciar ao cargo de presidente da Casa em 2007, exatamente porque cometeu crimes de corrupção.
              Sarney e Renan, com o aval do PT de Lula Dilma e Palocci é a dupla dinâmica que baba por poder cada vez maior nesta Nação ainda adormecido pelo regime de exceção, que entende ser a democracia um regime onde a corrupção e os desmandos devem ser encarados como um dos itens aceitáveis com normalidade e que só aos “comuns” cabe punir-se. Aos “incomuns” até mesmo as críticas e as denúncias de supostos crimes são vistas como desrespeito à autoridade apontada.
              Renan e Sarney continuam usando todo o poder que têm outorgado pelo povo, para negociar cargos e mais poder. E quando alvejados pela crítica nacional, desmentem tudo que lhes convém e tudo continua do jeitinho que está.

               A MESMA PRÁTICA
               Nem poderia ser diferente: aqui no Maranhão a governadora Roseana Sarney acaba de assinar contratos com as empresas de publicidade, encarregadas de elaborarem peças publicitárias mostrando o “Melhor Governo da Minha Vida” (dela). Isso é o que ela pretende mostrar (vai fazer), agora, fazer mesmo é outra história...
               Primeiro ela quer minimizar a importância dos seus adversários. Cooptar o Partido Socialista Brasileiro (PSB), através do deputado federal Ribamar Alves, deixando o ex- governador José Reinaldo nadando no seco. Em seguida tentará o PCdoB de Flávio Dino e o que sobrou do PT. Com o apoio desses partidos os seus líderes (José Reinaldo, Flávio Dino e Domingos Dutra) encontrarão dificuldades para se alinharem em outras siglas, com a mesma importância dessas que estão na iminência de perder.
                Na visão da governadora, devidamente instruída pelo pai, ao PSDB de João Castelo, já que é impossível “arrematá-lo”, basta isolá-lo. A governadora esquece, porém, que o prefeito João Castelo tem um grande potencial político no estado e uma forte liderança. Ele tem competência e credibilidade para fazer do PSDB maranhense um grande partido para enfrentar esse rolo compressor que está sendo montado nos subterrâneos do Palácio dos Leões que inclui as eleições municipais de 2012, com atenção especial voltada para São Luís.
               OU DÁ OU DESCE
                Os prefeitos do interior estão sendo convencidos a ingressarem nesse projeto ardiloso da governadora. Aos que reagirem a ação dos órgãos fiscalizadores será implacável e como quase todos eles têm alguma pendência no Tribunal de Contas do Estado, no Tribunal de Contas da União, no Tribunal Regional Eleitoral, no Tribunal de Justiça ou na Controladoria Geral da União, ou dá apoio ou desce do “trator” em fase de aquecimento.
                O objetivo de todo esse esforço concentrado é eleger o ex-prefeito de São José de Ribamar (não se sabe com o sem a benção do santo), governador do Maranhão em 2014. Fernando que deixou a prefeitura da cidade balneária nas mãos do vice, por sinal filho do conselheiro do TCE, Edmar Cutrim, é o atual secretário – chefe da Casa Civil do Governo do Estado e coordena os trabalhos dos demais secretários.
                 Enciumados, os próprios aliados da governadora, acharam um apelido apropriado para o “futuro governador” maranhense: “Bebê de Proveta.” Comenta-se nos bastidores que a governadora está investigando para saber quem foi o autor dessa brincadeira desagradável e que o “apelidado” não gostou nenhum pouco dessa estória. Tudo começou numa conversa de “desabafo” entre figuras proeminentes do esquema governista onde reclamaram do “poder ilimitado” dado ao ex-prefeito que, de repente, passou a ser a menina dos olhos da governadora ou o mais competente do staff roseanista.
                  CHICO VIANA
                   Muito bem elaborado e rico em informações, o artigo do vereador e jornalista Chico Viana, intitulado “O CÃNCER E A POLUIÇÃO EM SÃO LUÍS”, publicado na edição da última sexta-feira, aqui no Jornal Pequeno. Na condição de médico e estudioso, Viana aprofundou o tema que passou a ser preocupação, pelo grande índice de pessoas afetadas, de toda a sociedade maranhense. Mais uma razão, portanto para esse assunto ser discutido em um Painel ou em uma Audiência Pública, na Assembléia Legislativa e/ou na Câmara Municipal, com médicos especializados no assunto, ambientalistas e outros segmentos interessados em discutir o tema.                 
                    MESA DA AL
                   A nova Mesa Diretora da Assembléia Legislativa será eleita no próximo dia 1º de fevereiro. A chapa encabeçada pelo deputado Ricardo Murad (PMDB) – cunhado da governadora Roseana Sarney ainda não estaria fechada. Murad aguada, ainda, a indicação dos nomes dos partidos que têm direito em outros cargos na direção da Casa. Tudo indica que será chapa única, sem transtornos.

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