No Brasil, os “incomuns” não podem ser punidos


            Os crimes praticados por pessoas importantes deste país passam décadas para serem julgados e terminam sendo esquecidos pela Justiça e, também, pela sociedade. O então presidente da República, Lula da Silva, quando a imprensa noticiava os escândalos provocados pelos chamados atos secretos, contratos suspeitos de fraudes, pagamento de diárias irregulares no Senado Federal e responsabilizava o presidente do Senado, tomou posição em defesa do senador José Sarney, ao afirmar que ele (Sarney) não era um homem “comum” e que, por isso, deveria ser respeitado e ter sua biografia preservada.
            Na esteira das irregularidades está colocado o filho do cacique, Fernando Sarney, já indiciado, mas, ainda em liberdade; a filha, governadora do Maranhão, manteria depósitos milionários em paraísos fiscais; amigos e correligionários de sua confiança como o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, hoje na mira da Polícia Federal, deverá ser indiciado pela quinta vez. Se fosse um “homem comum” já estaria preso.
             Sarney, filhos, amigos e correligionários aparecem sempre no dia – a – dia do noticiário nacional envolvidos em escândalos. Agora o Tribunal de Contas da União acata denúncia contra a “Fundação José Sarney” sob a suspeita de que houve apropriação de verbas repassadas pela Petrobrás, referentes ao projeto de Preservação dos Acervos Bibliográfico e Museológico da instituição.
                Mas nada disso impedirá Sarney de ser reeleito presidente do Senado no dia 1º de fevereiro (próxima terça-feira), porque na bancada do PMDB, dono do cargo, segundo avaliação do cientista político Paulo Kramer, “não teria muitos outros nomes com condições morais e políticas para assumir o comando do Senado. A segunda opção seria o líder da bancada, Renan Calheiros (AL), obrigado a renunciar a presidência da Casa em 2007 em meio a  suspeitas de que teria contas pessoais pagas por uma empreiteira”.
                 Assim, conclui-se que o Senado Federal, composto e dirigido por senadores desse quilate, vai permitir à Nação brasileira, apenas, continuar assistindo a prática de atos imorais e chancelando os vícios do Poder Executivo em briga com as Centrais Sindicais para manter um salário mínimo de R$ 545,00 e afrouxando os privilégios dos “incomuns” e “impuníveis” deste país tropical. Sarney e Lula são “carne e unha”. Sarney e Dilma são “unha e carne”. Enquanto isso, a esperança do povo em ter um futuro melhor vai minguando, cada vez mais.        

                  TAPA SEM MÃO
                   O prefeito João Castelo determinou que o pagamento dom funcionalismo municipal fosse efetuado no último dia 27. A antecipação foi entendida pelos próprios servidores como “um tapa sem mão” no Sistema Mirante de Comunicação que, através dos seus blogs hospedados no “Imirante.com” e colunistas insinuavam que a prefeitura poderia deixar de pagar em dia a folha referente a janeiro, por falta de recursos financeiros. Na verdade essa desinformação tinha o objetivo de criar um clima de revolta entre os funcionários e dificultar a administração equilibrada e progressista do prefeito tucano. 
                 Não há um só dia que a TV Mirante não mostre uma rua, uma praça ou uma avenida necessitando da atenção da Prefeitura. Lixo e buracos são as preferências. Mas quando as providências são tomadas e os serviços realizados a televisão não cumpre a responsabilidade jornalística de mostrar. Quanto às obras de responsabilidade do governo, como as estradas estaduais, muitas delas quase intransitáveis, o Sistema Mirante se omite e nada comenta.
                  São Luís tem problemas estruturais há séculos e um prefeito, por mais trabalhador e competente que seja não pode resolver tudo num espaço de dois anos. A cidade cresceu e os problemas se acumulam, há muito tempo. A população compreende, tanto que uma expressiva maioria aprova a administração de João Castelo, segundo pesquisa recente, feita pelo instituto Exata. A obstinação dos sarneysista em desgastar João Castelo, tem objetivo político com vistas a 2012, quando pretendem apresentar um candidato do grupo, para enfrentar o tucano, candidato à reeleição e, como eles mesmo reconhecem, com amplas chances de vitória.
                   As dificuldades financeiras do município são grandes, mas, com muita determinação e competência, o prefeito está superando obstáculos e administrando São Luís visando transformá-la numa metrópole, motivo de orgulho dos seus habitantes e dos turistas que diariamente vêm conhecê-la.
                    BEBÊ DE PROVETA
                     Uma fonte palaciana informa à coluna que a governadora Roseana Sarney estaria dando um prêmio a quem descobrir qual foi o político governista, que, enciumado pelo super poder dado por ela ao secretário – chefe da Casa Civil, ex-prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando, o apelidou de bebê de proveta, provocando gargalhadas aos participantes da roda de “bate-papo”, na semana retrasada. A mesma fonte informa que a vitima do achincalhe, não ficou tão incomodado, como a governadora “mãe” da criatura que quer transformá-lo em governador a partir de 1º de janeiro de 2015, se ela conseguir elegê-lo nas eleições de outubro de 2014.
                   DE SÃO JOÃO BATISTA
                    É conhecimento público que desde junho do ano passado o prefeito Eduardo Dominici, de São João Batista, foi cassado pela Justiça Eleitoral, sob a acusação de abuso de poder econômico, no pleito de 2008. O TRE não só cassou o mandato de Eduardo como mandou empossar no cargo de prefeito e vice, respectivamente, Surama Soares, mulher do ex-prefeito, que teve seus direito políticos cassados por improbidade administrativa e Carlos Figueiredo, irmão do desembargador e corregedor eleitoral, Joaquim Figueiredo dos Anjos.
                     Sentindo-se desprestigiado o vice-prefeito teria pedido demissão do cargo de secretário de saúde e rompido politicamente com o chamado “casal 20” da política joanina e que, coincidentemente ou não, vem sendo alvo de críticas pesadas pelo Sistema Mirante de Comunicação. O processo contra Eduardo Dominici, que na visão de juristas renomados é “sem pé e sem cabeça”, encontra-se no Tribunal Superior Eleitoral e deverá ser julgado em breve.

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