AL: quebrada a soberania do plenário

                   As decisões do Plenário da Assembléia Legislativa do Maranhão são soberanas? Eram. As conveniências levaram a Mesa Diretora a quebrar e desmoralizar esse dispositivo regimental, no caso da convocação da secretária de educação, Olga Simões, aprovada pela maioria dos deputados e depois tornada sem efeito (ouvida a Mesa), pelo presidente Arnaldo Melo.
                  Constata-se aí que longe de ser um poder fiscalizador, o legislativo do Maranhão caracteriza-se como órgão auxiliar e obediente às orientações do Palácio dos Leões. Abre-se um precedente perigoso e preocupante já que as decisões tomadas pela maioria dos deputados, nas votações em plenário, são desrespeitadas pela própria Mesa que administra a Casa.
                  A justificativa do presidente, de que os líderes governistas não se encontravam na sessão que aprovou o requerimento de convocação da secretária Olga Simões, é descabida, considerando-se que, o que deveria valer é o voto da maioria independentemente de ser líder ou não. De ser governista ou oposicionista.
                   Dizer que muitos deputados estavam desatentos durante a votação da matéria é o mesmo que chamá-los de irresponsáveis, pois, se tratando de um requerimento de tamanha importância os parlamentares teriam a obrigação de ficarem atentos e votarem conscientemente e não convenientemente.
                   Ao tornar sem efeito a aprovação de requerimento pela maioria dos deputados, o presidente Arnaldo Melo ferio um dispositivo do Regimento Interno, que determina como soberana as decisões do Plenário e frustrou as expectativas da laboriosa classe dos professores da rede estadual de ensino que estava ansiosa em ouvir as explicações da secretária sobre o caos que ameaça esse importante segmento da sociedade maranhense.

                 TCE REJEITA CONTAS
                  O ex-prefeito Tadeu Palácio está de cabeça quente. Primeiro porque está sujeito a ressarcir aos cofres da prefeitura mais de R$ 400 mil que teriam sido desviados, conforme ação em tramitação na justiça, de iniciativa da Procuradoria Geral do Município, segundo porque o Tribunal de Contas do Estado acaba de desaprovar a prestação de contas dele referente ao exercício financeiro de 2005, quando ocupava o cargo de prefeito de São Luís.      
                  PEREIRINHA
                 A prestação de contas do presidente da Câmara Municipal de São Luís, Isaias Pereirinha, também de 2005, foi igualmente rejeitada pelo TCE. Pereirinha, no entanto, jura que não foram cometidas irregularidades e que vai recorrer da decisão do Tribunal de Contas, ao Tribunal de Justiça.
                REQUIÃO
                O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que tomou o gravador de um repórter da Rede Bandeirante, zangado com uma pergunta que lhe foi feita durante a entrevista, referente à aposentadoria de R$ 24 mil que recebe como ex-governador do Paraná, foi denunciado ao Conselho de Ética do Senado pelo Sindicato dos Jornalistas de Brasília. Um conselho que tem como presidente o senador João Alberto (PMDB-MA), Renan Calheiros (PMDB-AL) e pelo menos mais sete membros envolvidos com a Justiça Brasileira não deve admoestar o colega agressor e merecedor da repulsa da sociedade. Nesse episódio o presidente do Senado, José Sarney, como sempre, tenta disfarçadamente jogar água fria na fogueira e se comportar como Pontes Pilatos.
               INFLAÇÃO
               A presidente Dilma Rousseff já disse que o Governo fará o possível e o impossível para controlar a inflação e mantê-la ao nível estabelecido. Para isto ela terá de tomar providências, antes de tudo, para impedir a subida dos preços de produtos essenciais como alimentos, combustível, transportes, medicamentos, que, aliás, estão fugindo do controle do Governo.
                BUROCRACIA E JUSTIÇA
                Além das dificuldades que o prefeito João Castelo enfrentou para definir o local onde será construído o Hospital de Urgência e Emergência em São Luís, os entraves burocráticos impostos pela legislação pertinente, agora uma empresa descontente com o resultado processo licitatório, resolveu entrar na Justiça solicitando a anulação da licitação. E a juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública, Luiza Madeiro Nepomuceno, atendeu  pedido da empresa Construção e Incorporação de Imóveis (CIA), determinando a anulação solicitada.
               INSTALADO O CAOS
               Os prefeitos do interior maranhense, em sua grande maioria, resolveram, literalmente, abandonar os seus municípios. Estive no último final de semana em São João Batista, São Vicente Férrer e São Bento e, nos três, o que se vê são buracos, lixo nas ruas, hospitais superlotados (o povo está doente), estradas vicinais intransitáveis, crateras na MA-014 que interliga esses e outros municípios da região, enfim, um escândalo. Em São João Batista, quando reclamam a prefeita do tapetão e ao de fato, marido dela eles “justificam” dizendo que estão lá por obra e graça da Justiça Eleitoral e que, por isso (não foi eleita), não devem satisfações ao povo. Pode?
                 INSULINA
                 A secretaria de Saúde estadual ainda não normalizou o fornecimento de insulina para os portares de diabetes. Os processos novos não estão sendo atendidos e os antigos que receberam em abril, vão ter de meter a mão no bolso para comprar o medicamento neste mês de maio, porque não há insulina suficiente para atender a todos porque o estado ainda não encaminhou o produto à Farmácia da UFMA, responsável pela distribuição do remédio aos diabéticos inscritos. E assim Roseana vai fazendo o “melhor governo da vida dela”.   

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