A Via
Expressa que está sendo construída pelo Governo do Estado, ligando o Jaracati ao
Maranhão Novo, passando por áreas de mangue e pelo bairro Vinhais Velho, começa
a despertar preocupações às comunidades que serão fatalmente atingidas pela
obra, anunciada como presente a São Luís no aniversário do IV Centenário. Promover
melhor fluidez ao trânsito, a nova avenida é considerada necessária, porém, a
indenização e remoção de moradores e o desmatamento provocam reações e poderão
se transformar em um grande problema para os administradores.
A
maioria das famílias atingidas na Vila dos Vinhais é humilde. Tem baixa renda e
teme ser indenizada por valor aquém do que os seus imóveis realmente valem. No
Maranhão Novo a reação consiste na manutenção da arborização do bairro que
deverá ser prejudicada com a execução do projeto, a partir da instalação do
canteiro de obras,
Um fato
que ainda não veio à tona mais está sendo comentado nos bastidores, é
relacionado ao Shopping da Ilha previsto para ser inaugurado ainda este ano,
localizado no bairro do Maranhão Novo, que seria o grande beneficiado com a Via
Expressa. E como no Maranhão “por traz de uma grande obra há sempre um grande
interesse de algum poderoso” não custa ficar atento...
AMOREV
A
Associação de Moradores do Recanto dos Vinhais – AMOREV – impetrou ação na
justiça contra projeto da Prefeitura de São Luís de construção de 400
(quatrocentos) edificações residenciais na área da entidade, por cessão do
município na gestão da Dona Gardênia Ribeiro Gonçalves. Recentemente por
decisão do desembargador Marcelo Carvalho Silva, a liminar foi cassada e a
Prefeitura ganha o direito de executar o referido projeto que é vinculado ao
Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. A diretoria da entidade vai recorrer.
A
Prefeitura justifica que essas novas unidades residenciais viabilizarão a
transferência das famílias que hoje moram em invasões na área Recanto dos
Vinhais / Cohafuma.
DENÚNCIA
GRAVE
O
empresário Xote, de São João Batista, perdeu meses atrás uma filha – a jovem Charlene
Froes – e acusou médicos do município de negligência. A paciente morreu no
Socorrão depois de passar quase um mês na UTI do Socorrão lutando contra
infecções adquiridas em São João Batista.
Ontem,
revoltado com o descaso na saúde pública do seu município, Xote denunciou que outra
paciente, conhecida como Rosa Boeme, também foi vítima da falta de
responsabilidade e de sensibilidade das autoridades, adquiriu a mesma infecção
e morreu ao ser transferido para São Luís. Segundo Xote “o povo está com medo
de procurar o hospital, infectado de bactérias, por falta da necessária e
regular higienização.
O DINHEIRO
DA SAÚDE
Mais
dinheiro para a saúde pública no país é um tema que não sai da discussão. Mas a
questão, para alguns especialistas não será resolvida apenas com a remessa de
mais verbas. A eficiência e a honestidade na gestão desses recursos seria o
ponto principal de toda a celeuma.
E se o leitor observar, mais do que por
falta de recursos do que por falta de vergonha dos gestores públicos, o povo brasileiro
é vítima de um atendimento médico-hospitalar precário, da inexistência de
medicamentos nas casas de saúde de urgência. A roubalheira, principalmente nas
prefeituras do interior diariamente é constatada pela população e pelos
tribunais de contas quando do exame das prestações de contas dos “alcaides”.
UM E OUTRO
A
prefeita de Paço do Lumiar, Bia Venâncio, vem sendo alvo de inúmeras denúncias,
pelo Ministério Público, por prática de atos de improbidade administrativa.
Chegou a ser afastada por determinação da justiça, recorreu e foi reinvestida
no cargo. Durante os sete dias que ficou fora do cargo, a prefeita Bia foi
substituída pelo vice-prefeito Raimundo Filho, que precisou de apenas uma semana
para mostrar que não dorme no ponto e que sabe tirar proveito de situações como
essas.
LICITAÇÕES
O
prefeito João Castelo denunciou na imprensa e a deputada Gardênia Castelo, da
tribuna da Assembléia Legislativa, que o governo Roseana Sarney já contratou, sem
licitações, obras públicas no valor de mais de R$ 1 bilhão. Alguém se credencia
a apurar a denúncia?
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