Farinhas do mesmo saco


João Batista Azevedo (Interino)


É cada vez mais fundo o poço da corrupção no Brasil. Quando se pensa que está se chegando ao fim, eis que começa um novo escândalo. E eu fico me perguntando, qual solução pode ser definitiva para pôr fim nesse mar de lama em que se transformou a política brasileira? Os últimos acontecimentos tem nos mostrado um quadro bastante incerto para o país. O Congresso Nacional, sobre o qual já pairavam fortes suspeitas a muitos dos seus componentes, parece que virou de vez um reduto de malfeitores, que mais parece com essas facções que proliferam nos subúrbios das grandes metrópoles. Os que acusam hoje são os acusados de amanhã. São, aos dizeres comuns, farinha do mesmo saco. O sujo falando do mal lavado. Os noticiários nos revelam isso e só fazem envergonhar a nação brasileira diante da comunidade internacional.
Precisamos urgentemente virar o jogo. Só o povo, consciente de uma verdadeira assepsia na política brasileira, será capaz de extirpar esse mal. É preciso banir os aproveitadores da política brasileira, desde os mais esquecidos – e sobretudo estes – municípios brasileiros até as grandes metrópoles. E é preciso começar já!

Mais bomba...
As campanhas no Brasil sempre foram financiadas por grandes empreiteiros, e isso é o princípio da corrupção. Isto não devia ser nenhuma novidade. Mas os últimos acontecimentos tem deixado até os mais espertos, boquiabertos. A lista que fora divulgada e que segundo, era contribuição da Empresa Odebrecht trouxe nomes nada surpreendentes. Já era de se esperar que nomes dos grandes caciques da política brasileira estivesse nela contido e, o que mais impressionou, de todos os partidos.
Aécio Neves, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Jaques Wagner, Romero Jucá, Humberto Costa, Eduardo Paes, José Sarney e Eduardo Campos, morto em 2014, entre centenas de outros. Centenas mesmo, mais de 200.  Não está claro na matéria o que foi legal e o que foi “caixa dois”, que nenhuma campanha política de algum porte deixa de ter.
Foi m… no ventilador para ninguém botar defeito. Apesar do estrago, uma coisa salta aos olhos. O nome de Lula não aparece uma só vez no listão, que está em poder da Lava Jato desde 22 de fevereiro. Porém, cá com meus botões, eu ainda mantenho um “pé atrás”. Não é lógico que uma planilha assim vá ser guardada durante oito meses de prisão do presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, sem ter sido picada, incinerada e desaparecida.
Coisas estranhas, muito estranhas. Mesmo num país em que não se estranha mais nada.

A missão de Lula
A defesa do ex-presidente Lula protocolou na noite de ontem (quinta, 24) recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a revogação da decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a nomeação do político como ministro-chefe da Casa Civil no último dia 18. À época, Gilmar afirmou que a posse de Lula teve como motivação permitir que ele escapasse do julgamento em primeira instância.
No texto, os advogados alegam que o objetivo da nomeação do ex-presidente, realizada no dia 17 deste mês, seria “ajudar o país e a presidente da República a retomar o desenvolvimento social econômico” do Brasil. Para a dupla de defesa, não é possível presumir desvio de finalidade na nomeação de Lula, “muito menos mediante a distorção de conversas interceptadas de forma ilegal – do telefone de Lula e de seus advogados”, diz a nota.
A propósito, sobre o convite para integrar o governo Dilma, Lula disse que foi chamado pela primeira vez em agosto do ano passado, mas recusou. Com o agravamento da crise, Dilma insistiu e ele resolveu aceitar.
Na semana passada, o ex-presidente tomou posse na Casa Civil, mas a nomeação foi suspensa por decisões liminares e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. O governo tenta reverter a decisão no tribunal. Segundo Lula, sua missão na Casa Civil será “conversar, ouvir as pessoas”.

A esperança em dias melhores
Situação nada fácil também tem sido a do Professor Moacir Feitosa à frente da Secretaria Municipal de Educação. Mas com perseverança, diálogo e decisões tem conseguido resolver os muitos problemas deixados pelo seu antecessor Geraldo Castro Sobrinho. A desastrada passagem de Geraldo pela SEMED deixou uma montanha de problemas, que vão desde atrasos de pagamentos a fornecedores, escolas comunitárias, empresas de vigilância, fornecimento de Alimentação Escolar, até ao próprio sucateamento das unidades escolares. Será preciso um certo tempo até que o Professor Moacir Feitosa ponha tudo em funcionamento e com regularidade, pois já provou em outras ocasiões que sabe e tem competência pra isso.

Abre o olho Edivaldo!
Se a Educação municipal encontrou o gestor certo, o que dizer da SEMOSP? É visível o descaso da gestão da Secretaria de Obras. A cidade mais parece uma tábua de pirulitos de tantos buracos espalhados ao longo dos bairros. Mesmo com a parceria do governo do Estado, na implementação do programa Mais Asfalto, a gestão do Prefeito Edivaldo parece não sair dos noticiários dos veículos de comunicação. As reclamações vêm de todos os bairros. Os serviços quando executados deixam a desejar pela qualidade. Além da inércia, o que chama a atenção são os inúmeros serviços deixados pela metade. Um exemplo foram as obras de alargamento das vias de acesso ao viaduto do café, no Outeiro da Cruz. Até hoje ninguém entendeu o que seria feito ali, qual o propósito, e por que não concluíram os serviços. Haja desleixo e irresponsabilidade!
Abre o olho Edivaldo!

Jejum forçado

O domingo de páscoa é o dia em que os cristãos lembram a ressurreição de Jesus que trouxe a esperança da vida eterna. Na época de Jesus, a carne vermelha era cara, artigo de luxo, por isso era raro tê-la à mesa, sobretudo nas famílias mais pobres, como a de Jesus. Os peixes existiam em abundância e eram mais baratos. Naquele tempo, bem lembrado! Alguns, seguindo a tradição católica, abstêm-se da carne de toda espécie e preferem os peixes, mas estes, ao sabor dos feirantes incrédulos, têm o preço elevado às alturas, fazendo com que a população deixe de lado aos poucos a tradição de comer peixe na semana santa. Com isso, muitos cristãos, principalmente em tempos de crise, são levados a um jejum forçado.
Apesar de tudo, feliz páscoa a todos!


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