Que país é esse?

João Batista Azevedo (Interino)

Em 1987 Renato Russo lançou a música que se intitula “Que país é esse?” E nos últimos dias uma boa parte dos brasileiros também se perguntou: Que país é este? Em que se transformou o Brasil? O que poderá acontecer com o Brasil?  A avassaladora onda de manifestações pró e contra o governo e pró e contra o ex-presidente Lula dividiram as opiniões, acirraram-se os ânimos e puseram cidadãos comuns em pé de guerra. Incendiados pela mídia global, as pessoas tomaram partido sem sequer saber realmente o que é que está acontecendo. Afinal qual é o crime de Lula? E por que estão condenando a presidenta Dilma? Afinal, desde quando atrasar pagamentos constitui um crime capaz de gerar um “impeachment” de um chefe de estado? Ou estamos fazendo julgamento político? Nas redes sociais a guerra é visceral. De um lado os que defendem, de outro os que não só acusam, mas já condenam.
Em meio a isso um país que cambaleia numa crise política e econômica, patrocinada pela própria classe política, que outrora se beneficiou dos bons tempos da governança petista. Há de reconhecermos que houve erros na condução da política estabelecida pelo governo, ao longo dos últimos anos. Mas, convenhamos, há também muitos acertos. Políticas que fizeram o país sair de uma economia recorrente a empréstimos internacionais, e tornar-se a sexta economia do mundo, programas sociais que permitiram a milhões de brasileiros mudar de vida, e pra melhor.
Como resultado de tudo isso, vemos uma democracia ameaçada. As instituições perdendo suas competências e sua credibilidade. E o que pode acontecer nos próximos dias ninguém pode prever.
Esperamos que prevaleça o bom senso e que vença a democracia!

Pelo bom senso (I)
No cenário atual, sobra parcialidade, mas o bom senso às vezes parece estar em falta. Por exemplo, a relação que os manifestantes tentam fazer entre a corrupção e o PT é perigosa.
Tem que ser muito ingênuo ou mal-intencionado para pensar que um partido tenha monopólio em atos ilícitos. Se uma investigação só olha para um lado, corre o risco de virar jogo de uma disputa política. É o que está parecendo. E nesse ponto, a oposição vê nesse clima de julgamento, a oportunidade para começar a ganhar as eleições de 2018. Tirar Lula da jogada parece ser o mote principal.
Daí que o debate deveria ter mais enfoque em temas fundamentais – como, por exemplo, se o sistema político atual, com o seu excesso de partidos, funciona como um convite à corrupção, pois a governabilidade vira um balcão de interesses particulares.
Será que, em meio ao ódio e a recriminações da turbulência atual, a maior oportunidade não está sendo desperdiçada – aquela de buscar um sistema político mais eficaz? Fica a dica!

Pelo bom senso (II)
Justiça seja feita, o governador Flávio Dino tem sido uma das lideranças políticas que mais tem feito a defesa do governo e, sobretudo, da Democracia, da Constituição e do Estado de Direito, neste momento em que está em andamento mais um golpe de Estado. Um golpe comandado por uma elite política que sempre foi beneficiária dos esquemas de corrupção que corroem os cofres públicos. Mais uma vez, como em 1964, usam o discurso do combate à corrupção para justificar o golpe. Flávio ainda fez questão de frisar que não defende interesses pessoais ou de grupos. “Defendo o Estado de Direito, a Constituição de 1988 e a legalidade. Assim continuarei”, acrescentou. O governador, magistrado que é, sabe o que diz! Não se omitiu e tomou partido em defesa do que acredita – democracia e legalidade – indiferente às críticas dos manifestantes de ocasião, que mudam suas opiniões ao sabor do disse-me-disse.

Aniversário do Fórum da Baixada
Ocorreu nesta sexta-feira última (18/03) um coquetel alusivo à comemoração do primeiro aniversário do Fórum da Baixada Maranhense, ocorrido na AABB, no calhau. Os forenses aproveitaram para intensificar a campanha pelos “Diques da Baixada já”, e ao mesmo tempo homenagear personalidades que de uma forma ou outra contribuíram e contribuem para garantir a realização desta magnânima obra para a região da Baixada. Foram homenageados o Dr. João Martins (Ex-Superintendente da Codevasf e atual Superintendente do SEBRAE), Dep. Jota Pinto (Criador da Frente Parlamentar de defesa da Baixada Maranhense), Dr. Claudio Azevedo (Ex-Secretário de Agricultura do estado), Dr. Celso Dias (atual Superintendente da Codevasf), Dep. Aluísio Mendes (relator na Câmara do Projeto que amplia a atuação da Codevasf para todo o Estado) e o Senador Roberto Rocha (autor do Projeto no Senado que amplia a área de atuação da Codevasf para todo o Estado).

Nova gestão, novo momento
As recentes mudanças que atingiram a Secretaria de Educação do Estado já se fazem sentir. A Unidade Gestora de São Luis (URE), que se manteve inerte todo esse tempo, ganhou ares de mobilidade e rapidez. Foi indicada e já tomou posse a sua atual gestora, a Professora Eva Moraes, que pretende junto com a sua equipe fazer um trabalho de excelência junto às unidades escolares. Na gestão pedagógica está também o Professor Jeferson Plácido. Todos advindos do chão da escola. Parabéns e sucesso aos novos gestores da URE/São Luis.
Um aviso apenas
Defender a democracia é defender a possibilidade de sermos quem somos, é afastar o fantasma de um totalitarismo que achata as existências humanas em uma massa homogênea, é reconhecer que o outro é também humano e ao mesmo tempo único. Aos que se insurgem ao sabor de uma mídia tendenciosa, cabe uma reflexão, pois sem ter motivos de fato para pedir um impeachment, querer derrubar a presidenta eleita é golpismo vulgar, não muito diferente de inconformismo de uma criança mimada.
Tenho dito!

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