COMEÇA A PROPAGANDA ELEITORAL

Encerrou-se, ontem (sábado), às 19 horas o prazo determinado pela legislação eleitoral, para os partidos e coligações enviarem ao Tribunal Regional Eleitoral, os pedidos de registros das suas respectivas chapas que concorrerão às eleições de outubro. Pendências ainda podem ser providenciadas, caso existam. A propaganda eleitoral, através de carros de som e impressos já poderá ser feita a partir de hoje, mas, no rádio e na televisão, só a partir de 06 de agosto.

É sabido que a propaganda bem feita, bem articulada, capaz sensibilizar a opinião pública ajuda o candidato. O mesmo acontece com os discursos: os bons ganham votos, enquanto os ruins os perdem. Mas, pelo menos os candidatos a governador são “cobras criadas” e podem impressionar o eleitorado, com mensagens coerentes e bem elaboradas. Esse esforço é indispensável, considerando o descrédito da classe política, recheada de homens bons e maus, verdadeiros e mentirosos, sérios e demagogos.

Verificou-se nas últimas eleições percentual superior a 22 por cento de abstenções, votos nulos e brancos, o que justifica essa nossa assertiva. Não obstante, ainda existe um contingente muito grande de eleitores interessados em participar, votando nos candidatos que apresentarem melhores propostas, para recuperar o Maranhão e impedir as danosas ações contrárias aos verdadeiros interesses da população, refém de maus governos, ha décadas.

É durante a propaganda eleitoral que a sociedade, de um modo geral, vai conhecer a verdadeira posição dos candidatos. A tão propalada união dos partidos de oposição tem contraditório: os candidatos do PSOL e PSTU (oposição radical de esquerda) vão se encarregar de mostrar essa realidade. Também, no grupo de partidos governistas, há divergências notórias a começar pelo Partido dos Trabalhadores: a direção apóia Lobão Filho (PMDB) e a militância, Flávio Dino (PCdoB). Só para exemplificar.

A verdade sobre todas essas ocorrências registradas nos bastidores da política virá à tona durante os três meses de propaganda eleitoral que poderá ser iniciada neste domingo.

E SARNEY?

Sim. O senador José Sarney decidiu não ser candidato à reeleição, fim. Mas isso não significa que ele se afastou da política. O cacique ainda mete medo, e a oposição treme nas bases, quando o vê aqui na Ilha. Sabe que está planejando, estudando a melhor fórmula para entrar de cabeça na campanha do rebento do seu velho amigo e correligionário, ministro Edison Lobão. Roseana declarara recentemente que daria o próprio sangue para derrotar Flávio Dino. Agora, o senador José Sarney mostrou a sua garra contra os “inimigos” no seu artigo do último domingo, publicado em “O Estado do Maranhão”.

Essa dupla, devidamente “assessorada” pelo ministro de Minas e Energia e equipe, vai “minar” as pretensões de Flávio Dino, de se eleger no primeiro turno, como indicam as pesquisas. Esse grupo vai trabalhar para levar a disputa pelo governo para o segundo turno, quando enfrentará um opositor “sem fôlego”. Cooptará conhecidos oportunistas, e, mais uma vez, mostrará ao Brasil que quem manda no Maranhão é ele. O esquema está pensado e arquitetado sob a supervisão do cacique e a benevolência de Lula. No decorrer da campanha tudo ficará mais claro.

Esse fato nos remete aos idos de 1990 quando João Castelo ganhou de Lobão no primeiro turno por uma diferença superior a 250 mil votos e perdeu no segundo, por diferença quase igual. Sarney havia vencido no Amapá para o Senado e se mudou para o Maranhão. Viajou pelo interior, foi humilhado e ovacionado no percurso, mas, afinal venceu...

DISPUTANDO DILMA

Aliados de Flávio Dino garantem que a presidenta Dilma Rousseff (PT) o apoiará ao Governo do Maranhão. Os de Lobão Filho e ele próprio declaram que a chefa da Nação vai ajudá-lo a governar o estado com a liberação de verbas ilimitadas para resolver todos os problemas dos maranhenses. Essa disputa pelo apoio de Dilma Rousseff e a verdadeira posição dela com relação ao assunto, também, deverá vir à tona, durante a campanha.

É provável, segundo opinião de experientes observadores, que ela (Dona Dilma), diante dessa refrega entre dois candidatos a governador que a apóiam para presidenta da República, decida não participar de nenhum dos dois palanques. Subindo, de novo, nas pesquisas, a presidenta nem precisará vir ao Maranhão para obter a grande maioria dos votos. E essa garantia deve ser dada a ela pelo senador José Sarney. Para o projeto do senador amapaense é melhor que Dilma nem passe pelo Maranhão a ter que subir no palanque de Flávio Dino.

E tem razão quem pensa assim. Aliás, o ex-presidente Lula poderá muito bem vir aqui representá-la, e, no palanque de Sarney\ Lobão, abrir o verbo de agradecimento ao velho cacique e pedir votos para Lobão Filho. Não? Lembre-se, Lula é mais admirado, aqui, do que Dilma, apesar de ser sarneysista de “carteirinha,” o senador pelo estado que criou – o Amapá – é um dos políticos que apresentam maior rejeição no seio do eleitorado. Tanto lá quanto aqui. Mas Sarney não pode ser subestimado, ainda mais quando está com a máquina administrativa sob o seu controle. Flávio Dino deve sair da defesa e partir para o ataque, senão... A cobra vai fumar! “Quem avisa amigo é.”












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