Por João Batista Azevedo
(Interino)
Estamos na contagem regressiva para as eleições de 2014. A exatos 27 dias estamos do pleito que elegerá o novo Presidente da República, os novos Governadores dos Estados, os novos membros das Assembleias Legislativas e a renovação parcial do Congresso Nacional. Para estas eleições, um terço dos Senadores têm a possibilidade de renovar-se, uma vez que apenas uma vaga estará em disputa nos Estados. Já a Câmara Federal tem a possibilidade de renovar-se por inteira a exemplos das Assembleias estaduais. Alguns analistas de plantão fazem previsão de que aqui, a renovação para a Câmara Federal beira os cinquenta por cento. Na Assembleia a renovação pode chegar a mais de cinquenta por cento. Se formos buscar a opinião das ruas, esta renovação seria total. Mas sabemos que não funciona assim. Tem muito deputado que guarda dinheiro para estas horas. E pelo que se sabe, a luta pelo voto Maranhão adentro é canibal.
Era de esperar muito mais dos candidatos majoritários ao governo do Estado. Estas eleições estão se passando e fica um gosto de decepção nos maranhenses mais ávidos da arte política. Nenhum candidato sobressaiu-se com propostas plausíveis, todos ficaram mais no ôba-ôba estafante, no discurso velho e cansado das brigas de comadre. Decepção maior para quem do alto de sua formação acadêmica e discurso oposicionista, não consegue empolgar nem passar alguma confiança. A supremacia ora posta dá-se mais pelo cansaço das velhas práticas e pela inércia do governo atual, do que pelo brilho do “novo”, da “mudança”. Aliás, mudar pode ser sinônimo de retrocesso. De qualquer maneira, espera-se que o novo governante não fique só nos discursos e nas promessas de campanha. É preciso fazer muito por este nosso Maranhão! Mas fazer de verdade!
Teimosia à parte
Uma defecção na candidatura do Deputado Gastão Vieira ao Senado a estas alturas não é nada boa. Gastão bem que avisou, mas a turma do PT impôs o nome de Monteiro ao cargo de 1º suplente de Senador e deu no que deu. Considerado ficha suja por ter contas rejeitadas quando era o todo-poderoso do INCRA no Maranhão, Monteiro não passou no crivo do TSE. Teve sua candidatura impugnada nesta sex-feira. Agora, a chapa encabeçada por Gastão Vieira tem até o dia 15 (próxima segunda-feira) para indicar outro nome para substituir o defenestrado Monteiro. E agora que poderá ser o escolhido? Segundo acordos, a indicação ainda continua com a turma do PT. Enquanto isso Gastão trava uma luta de foices com o outro pretendente à vaga de Senador, o ex-deputado Roberto Rocha.
Aliás, esta é outra eleição que não desperta interesse nos eleitores: a de Senador!
TRE versus TSE
Fatos ocorridos nesta semana chamaram a atenção de setores da imprensa. Foi o fato das impugnações das candidaturas de Monteiro e HemetérioWeba, pelo TSE. E causou estranheza exatamente por que aqui, no TRE, tais candidatos passaram ileso. Daí algumas questões vêm à tona. Afinal, não eram os mesmos processos? Não foram julgados os mesmos impedimentos eleitorais segundo a lei? Os preceitos legais nos quais se baseiam os juízes, cá e lá, não são os mesmo? Como justificar que aqui sejam considerados “ficha-limpa” e lá, sejam considerados “ficha-suja”? Estas decisões certamente põem em xeque a credibilidade dos nossos magistrados.
Como diria um certo personagem de novela: “Estranho! Muito estranho!”
A campanha pelo interior
Nestas eleições experimenta-se um novo modelo de política no Estado. Na verdade já não é de agora e não é nenhuma novidade o troca-troca de candidatos. Tem líder político por esse Maranhão afora que dorme com um candidato e acorda com outro. É um verdadeiro “leva quem dá mais”. O que candidato que melhor apresentar poder de fogo (entenda-se dinheiro, no lugar de fogo), este fica como candidato. Sabe-se inclusive que em alguns lugares, famílias se dividiram com candidatos diferentes. Se o pai acompanha certo candidato, o filho vota com outro. Tudo pra não perder o poder da barganha política e financeira. Em certo município da Baixada, cada dita liderança política tem um candidato a Deputado Estadual. Uma pulverização de votos assim deixa o município sem um representante definido, e os eleitos, por sua vez, desimpedidos daquele município representar.
Como filme de 007
Não bastasse o aumento da violência urbana, hoje um dos muitos males das grandes cidades, a falta de política eficiente na segurança pública, e a consequente falência do sistema carcerário do Maranhão, mais um fato vem pôr à prova a competência daqueles que gerem a segurança pública do Estado. A SEJAP e a Secretaria da Segurança Pública, enquanto instituições foram violentamente esculhambadas com a ação de marginais que a mando de ordem advindas de dentro do presídio, destruíram o muro do “cadeião”, jogando uma caçamba contra o muro do presídio, permitindo assim a fuga de cerca de muitos presos.
A cena parece coisa de filme de 007. Alguns comparsas de presos, roubaram um caminhão-caçamba, e como um “kamikaze” arremessaram-no contra o muro do cadeião. Logo ali depois do muro como se estivessem esperando e desfecho, estavam aqueles que seriam beneficiados pela ação cinematográfica. Foi assim, a mais nova espetacular fuga de pedrinhas.
O mais ingênuo dos cidadãos aqui fora sabe que houve facilitação ou até mesmo sugestão para o desfecho desta ação.
Uma verdadeira avacalhação às autoridades que fazem a segurança pública do nosso estado.
(Interino)
Estamos na contagem regressiva para as eleições de 2014. A exatos 27 dias estamos do pleito que elegerá o novo Presidente da República, os novos Governadores dos Estados, os novos membros das Assembleias Legislativas e a renovação parcial do Congresso Nacional. Para estas eleições, um terço dos Senadores têm a possibilidade de renovar-se, uma vez que apenas uma vaga estará em disputa nos Estados. Já a Câmara Federal tem a possibilidade de renovar-se por inteira a exemplos das Assembleias estaduais. Alguns analistas de plantão fazem previsão de que aqui, a renovação para a Câmara Federal beira os cinquenta por cento. Na Assembleia a renovação pode chegar a mais de cinquenta por cento. Se formos buscar a opinião das ruas, esta renovação seria total. Mas sabemos que não funciona assim. Tem muito deputado que guarda dinheiro para estas horas. E pelo que se sabe, a luta pelo voto Maranhão adentro é canibal.
Era de esperar muito mais dos candidatos majoritários ao governo do Estado. Estas eleições estão se passando e fica um gosto de decepção nos maranhenses mais ávidos da arte política. Nenhum candidato sobressaiu-se com propostas plausíveis, todos ficaram mais no ôba-ôba estafante, no discurso velho e cansado das brigas de comadre. Decepção maior para quem do alto de sua formação acadêmica e discurso oposicionista, não consegue empolgar nem passar alguma confiança. A supremacia ora posta dá-se mais pelo cansaço das velhas práticas e pela inércia do governo atual, do que pelo brilho do “novo”, da “mudança”. Aliás, mudar pode ser sinônimo de retrocesso. De qualquer maneira, espera-se que o novo governante não fique só nos discursos e nas promessas de campanha. É preciso fazer muito por este nosso Maranhão! Mas fazer de verdade!
Teimosia à parte
Uma defecção na candidatura do Deputado Gastão Vieira ao Senado a estas alturas não é nada boa. Gastão bem que avisou, mas a turma do PT impôs o nome de Monteiro ao cargo de 1º suplente de Senador e deu no que deu. Considerado ficha suja por ter contas rejeitadas quando era o todo-poderoso do INCRA no Maranhão, Monteiro não passou no crivo do TSE. Teve sua candidatura impugnada nesta sex-feira. Agora, a chapa encabeçada por Gastão Vieira tem até o dia 15 (próxima segunda-feira) para indicar outro nome para substituir o defenestrado Monteiro. E agora que poderá ser o escolhido? Segundo acordos, a indicação ainda continua com a turma do PT. Enquanto isso Gastão trava uma luta de foices com o outro pretendente à vaga de Senador, o ex-deputado Roberto Rocha.
Aliás, esta é outra eleição que não desperta interesse nos eleitores: a de Senador!
TRE versus TSE
Fatos ocorridos nesta semana chamaram a atenção de setores da imprensa. Foi o fato das impugnações das candidaturas de Monteiro e HemetérioWeba, pelo TSE. E causou estranheza exatamente por que aqui, no TRE, tais candidatos passaram ileso. Daí algumas questões vêm à tona. Afinal, não eram os mesmos processos? Não foram julgados os mesmos impedimentos eleitorais segundo a lei? Os preceitos legais nos quais se baseiam os juízes, cá e lá, não são os mesmo? Como justificar que aqui sejam considerados “ficha-limpa” e lá, sejam considerados “ficha-suja”? Estas decisões certamente põem em xeque a credibilidade dos nossos magistrados.
Como diria um certo personagem de novela: “Estranho! Muito estranho!”
A campanha pelo interior
Nestas eleições experimenta-se um novo modelo de política no Estado. Na verdade já não é de agora e não é nenhuma novidade o troca-troca de candidatos. Tem líder político por esse Maranhão afora que dorme com um candidato e acorda com outro. É um verdadeiro “leva quem dá mais”. O que candidato que melhor apresentar poder de fogo (entenda-se dinheiro, no lugar de fogo), este fica como candidato. Sabe-se inclusive que em alguns lugares, famílias se dividiram com candidatos diferentes. Se o pai acompanha certo candidato, o filho vota com outro. Tudo pra não perder o poder da barganha política e financeira. Em certo município da Baixada, cada dita liderança política tem um candidato a Deputado Estadual. Uma pulverização de votos assim deixa o município sem um representante definido, e os eleitos, por sua vez, desimpedidos daquele município representar.
Como filme de 007
Não bastasse o aumento da violência urbana, hoje um dos muitos males das grandes cidades, a falta de política eficiente na segurança pública, e a consequente falência do sistema carcerário do Maranhão, mais um fato vem pôr à prova a competência daqueles que gerem a segurança pública do Estado. A SEJAP e a Secretaria da Segurança Pública, enquanto instituições foram violentamente esculhambadas com a ação de marginais que a mando de ordem advindas de dentro do presídio, destruíram o muro do “cadeião”, jogando uma caçamba contra o muro do presídio, permitindo assim a fuga de cerca de muitos presos.
A cena parece coisa de filme de 007. Alguns comparsas de presos, roubaram um caminhão-caçamba, e como um “kamikaze” arremessaram-no contra o muro do cadeião. Logo ali depois do muro como se estivessem esperando e desfecho, estavam aqueles que seriam beneficiados pela ação cinematográfica. Foi assim, a mais nova espetacular fuga de pedrinhas.
O mais ingênuo dos cidadãos aqui fora sabe que houve facilitação ou até mesmo sugestão para o desfecho desta ação.
Uma verdadeira avacalhação às autoridades que fazem a segurança pública do nosso estado.
Nenhum comentário
Postar um comentário