Aonde vamos parar?

Por João Batista Azevedo (Interino)

Vivemos os dias como se tivéssemos assistindo a uma extensa novela. Dessas que vira sucesso nacional, que prende a atenção de toda uma população de expectadores, e que no seu enredo não fica nenhuma dica do que vai acontecer na semana seguinte. O que se percebe apenas é que a trama vai ficando cada dia mais cativante para alguns e enojada para outros, mas mesmo assim, cativante. Neste novelão tem um diferencial: os bons-moços aos poucos vão se mostrando verdadeiros bandidos. Temos assistido, sem querer, dia após dia o cinismo escancarado na face de nossos políticos. Cai um após outro. E da forma mais desavergonhada possível, pilhados na mentira, nas artimanhas, nas tramoias, às escondidas, ou quase. Pois apesar de suas espertezas, nesse mundo há sempre uns mais espertos do que certos engravatados que se acham acima das leis. Daí que tem sempre um corrupto armando pra cima de uma autoridade. O exemplo estamos vendo aí: gravações que comprometem alguns políticos de polidos sapatos. O pior é que incrédulo, boquiaberto, e completamente abestalhado, o povo assiste a tudo e a todos sem saber como estancar essa sangria da falta de ética e moral. As denúncias aos nossos protagonistas surgem como navalhas, ou como metralhadora ponto 100, conforme falou José, a cortarem a carne dos que cumpliciaram com o nosso jeito amigável de fazer política. Diante de tamanha incerteza, de como vai terminar esse novelão, e de como serão os próximos capítulos, só nos cabe uma pergunta: aonde vamos parar?

A vez de Sarney
Enfim o ex-Presidente José Sarney também caiu no tão atual, e tão antiético também, modo de ter um político sob a mira das delações premiadas. O que tem se visto é digno dos canalhas, valer-se da amizade, da consideração, e gravar uma conversa com outrem. Pois foi assim que Sarney também teve sua conversa com o ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado gravada por este.  Na gravação, o ex-presidente afirma que a delação do executivo Marcelo Odebrecht é “metralhadora ponto 100”, numa analogia ao potencial destrutivo das revelações do empreiteiro. Sarney, na gravação, ainda prometeu ajudar o ex-executivo, que é alvo da Operação Lava Jato, a evitar que seu caso fosse transferido para a vara do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, "sem advogado no meio". Sarney também diz que o presidente em exercício Michel Temer fez um acordo com o Congresso para poder assumir a Presidência. "Nem Michel eles queriam", disse o ex-presidente. "Depois de uma conversa do Renan  muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições." O que vai acontecer a partir destes novos episódios, ninguém sabe...

Uma gestão aprovada
A população de Carutapera, município maranhense localizado no extremo do estado na fronteira com o Estado do Pará, na foz do rio Gurupi, e distante a 570 quilômetros da capital São Luís, tem na gestão do seu Prefeito Amim Quemel a marca de um bom gestor. Além da realização de muitas obras, o prefeito Amim sempre manteve em dias o pagamento dos servidores, mesmo apesar das constantes quedas nas arrecadações municipais. Na educação, todas as escolas municipais receberam climatização, uma entre muitas condições propiciadas pelo administrador municipal para garantir uma educação de qualidade e boas condições de trabalho aos docentes carutaperenses. Parabéns ao prefeito Amim.

Estranha coincidência...
Um amigo leitor da Coluna nos contou um fato no mínimo curioso. Na última sexta-feira à noite, na hora do Jornal Nacional, exatamente no instante em que era veiculada a notícia do envolvimento do ex-presidente Sarney na delação do ex-senador Sergio Machado, o sinal da TV começou a tremer e fugir a imagem, como se ali tivesse a interferência de alguém que não quisesse a divulgação na íntegra da reportagem. Ficou estranho, afirmava o amigo leitor. Pelo sim, pelo não, o certo é que pareceu uma estranha coincidência logo naquele dia, naquela hora e exatamente de quem se tratava a reportagem.

Silêncio na MPM
São Francisco de Assis já dia “que é morrendo que se vive para a vida eterna”. Em alguns casos nem se precisa morrer. No caso de Papete, fora precisa apenas cantar e ser o artista completo que foi em vida. Tornou-se eterno na história da Música Popular Maranhense, transcendendo as barreiras do planeta do Brasil. Papete é responsável pela estilização do melhor de nossas manifestações populares, o bumba-meu-boi. Sábio e inteligente, soube levar aos grandes centros da cultura a marca maior da cultura de sua terra natal. A cultura popular do Maranhão perde com a morte de Papete um dos seus maiores expoentes. Nos arraiais do céu, ao lado dos outros cantadores, Papete com certeza continuará empunhando seu maracá e sua bandeira de aço.

Uma greve por tão pouco
Em todo movimento grevista, mesmo elencadas uma série de reivindicações, a que mais pesa para o acordo e fim do movimento paredista é a pauta financeira, o índice que vai reajustar os salários da classe grevista. Tem sido assim ao longo das lutas entre patrões e empregados, entre funcionários e governos, seja municipal, estadual ou federal. Radicalizar nunca foi a melhor solução para qualquer greve. E é nesta ótica que a população de São Luis, sobretudo os pais dos alunos da rede municipal, não está recebendo vendo com bons olhos a greve dos professores da rede municipal de ensino, uma vez que o índice reivindicado pela classe de docentes é de 11,63% e o oferecido pelo prefeitura é de 10,67%. Ora, isso é quase o percentual integral que está sendo pedido. E então por que a greve? Em tempos de crise, não se pode ganhar sempre. E neste caso, os professores não parecem ter muitas perdas. É preciso entender isto.

Na Chácara...
Após duas semanas de repouso na chácara João de Cheiro, em Olinda dos Aranhas, São João Batista, no próximo domingo a coluna volta à pena do seu titular, o jornalista Jersan Araújo. Ao amigo e conterrâneo, desejamos um retorno revigorado. De nossa parte procuramos fazer o melhor. Obrigado.
Inté...




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